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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
DO CORREIO...
Queriam eles que os examinandos detectassem as sensações que eu estava experimentando quando o escrevi, porque lá digo que “vi” (e não repararam que acrescentei “mas não vi”) e que imagino os vizinhos da frente a cantarem dentro de casa (embora não tenha a certeza: “Sim, devem cantar…” traduz uma suposição).
Ora a verdade é que eu não estava experimentando sensações nenhumas: estava pura e simplesmente, como frequentemente me acontece, às voltas na cama com a minha insónia crónica. E o poema segue o curso desses esfarrapados pensamentos que me assaltavam.
Bom, mas já outros comentadores disto falaram, odeio analisar os meus poemas. E também que os outros os analisem.
Escalpelizar um poema implica matá-lo primeiro para depois lhe fazer a autópsia.
É pior do que espetar borboletas num álbum: as borboletas, embora percam o essencial, o movimento, pelo menos conservam a beleza da cor e da forma das asas, enquanto que o poema perde tudo, beleza e movimento, como um cadáver na morgue.
Para as perguntas que fazem (ainda por cima mal feitas!) querem os examinadores que os examinandos respondam de uma certa e única maneira.
Ora a Literatura, em geral, e a Poesia, em particular, não são ciências exactas, como a Física ou a Matemática.
Um poema pode ser objecto de várias leituras, ao ser acolhido pela subjectividade de um ouvinte ou leitor.
A relação que um poema (ou qualquer outra manifestação artística) estabelece entre autor e receptor é intersubjectiva: põe a subjectividade de um em comunicação com a do outro, desencadeando neste emoções que têm que ver com as suas vivências existenciais e culturais.
Porque é que os senhores examinadores não se limitam a pedir aos examinandos o comentário de um determinado texto (evitem maltratar poemas que não vos fizeram mal nenhum!) que lhes permita averiguar se eles sabem exprimir correctamente por escrito o seu pensamento, e, já agora, se sabem pensar?!
Era isso que lhes devia ser pedido - e, antes disso, ensinado, claro!
Os examinandos submetidos à traumatizante experiência deste exame vão ficar vacinados contra a minha poesia para o resto dos seus dias.
De futuro, por favor, deixem os meus poemas em paz!
Há por aí tanta prosa desempregada ou mal empregada!
Ponham os pobres alunos a escrever, sem erros, com clareza e precisão, uma carta à família – que é coisa de que todos precisam, quer se destinem às letras, às ciências ou às artes.
O gosto pela Poesia, como pelas flores, pelo mar, por namorar, nasce com o ser.
Um poeta popular do meu Algarve natal, António Aleixo, disse que “não se ensina, não se aprende / Nasce e morre com a gente”. E ele é um exemplo disso.
Mas comentários como o que os examinadores deste exame pretendem, ah esses podem inocular no indefeso ser dos examinandos uma definitiva aversão para com tudo o que dê pelo nome de Poesia! E se querem impor às crianças modelos rígidos, sugiro que os ponham a fazer redacções como as do meu tempo, sobre a vaca, o mar, o porco, que começavam e acabavam sempre da mesma maneira.
Por exemplo, sobre A Poesia
A Poesia não é muito útil para a nossa alimentação. Da Poesia fazem-se poemas e até livros. Os livros servem para pôr nas estantes, sobretudo se tiverem capas bonitas e não estiverem muito estragados. Os donos dos livros nunca os abrem para não os estragar. Eu gosto muito de Poesia. Data e nome. Foi a fazer redacções destas que me tornei escritor.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011
PORQUE O RIGOR É INSONDÁVEL E ENIGMÁTICO COMO DEUS
In:Público11 de julho de 2011
para ler melhor
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domingo, 5 de junho de 2011

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sexta-feira, 27 de maio de 2011
F... E NÃO HÁ PACHORRA

Estou farto de arrancar ervas.
Nascem até no cimento.
Amanhã ou depois, estão lá novamente. liga-se a televisão, dá-se uma volta pela net e as novidades são as do costume. E não há pachorra.
Os pantomineiros, falam de merdas que não interessam rigorosamente nada ao estado da nação.
Politiquices de comadres, almoços e jantares de campanha, sondagens, bocas, disputando alegre e irresponsavelmente a manutenção da vida fácil à conta dos pobres contribuintes.
Esta gente, da extrema esquerda à direita mais rançosa, é toda a mesma desde 1975.
Com maiores ou menores responsabilidades, são os autores da tragédia sucedida.
Todos eles estão bem na vida.
Todos têm haveres, negócios, cargos, mordomias, reformas, avenças e um sem número de fontes de receita, mais ou menos lícitas, que lhes permite viver à grande e à francesa. para pagar a festa, assalta-se os idiotas levados em excursões aos comícios, fode-se-lhes as pensões já miseráveis, acaba-se-lhes com as comparticipações na farmácia e fecham-se-lhes os hospitais. e as bestas, lá continuam a bater palmas.
Da maior dívida pública dos últimos 160 anos, da maior dívida externa dos últimos 120 anos, não há cabrão nenhum que diga uma palavra.
Devo ter sido eu o responsável!
Numa noite passada, a TVI 24 estava a passar uma peça sobre corrupção neste atoleiro.
Uma festa.
Património público vendido a preço de saldo a gente com ligações ao governo, revendido imediatamente com muitos milhões de mais valia.
O programa terminou abruptamente por quebra de sinal.
Uma pequena amostra do inimaginável saque a que esta pocilga tem sido sujeita, por parte desta gente organizada em partidos políticos, já que quadrilhas do tipo da do Zé do Telhado, estão fora de moda.
O povo, esse continua bêbado, estúpido e, infantilizado. Um excelente trabalho desenvolvido por governos e autarquias que entre o facilitismo escolar e a organização de carnavais, fez de gente normal, perfeitos quadrúpedes.
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terça-feira, 24 de maio de 2011

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segunda-feira, 16 de maio de 2011
É O POVO PÁ!
"(...) Actualmente, num Centro de Emprego não se encontra emprego.
Encontram-se fiscalizações sucessivas, propostas formativas muitas vezes desajustadas, encontra-se trabalho quase gratuito através dos contratos de emprego-inserção, encontram-se ameaças constantes de cortes nos subsídios. Mas não se encontra emprego. (...)"
O texto integral do manifesto da iniciativa pode ser lido aqui.
“Não aceitamos que [os centros de emprego] sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado”. Higiénica, salutar, cidadã.
A segunda iniciativa dos “É o povo, pá!” teve como objectivo dar a conhecer a quem nunca esteve desempregado como funcionam actualmente os centros de emprego.
Esta seria, já foi, uma missão a desempenhar pelos média.
O termo “ataca”, emoldurado por um par de aspas cobardes, que encontramos no título «Movimento É o povo, pá! “ataca” centros de emprego», acrescenta um inesperado segundo objectivo cumprido a esta que foi uma iniciativa absolutamente pacífica: o de sublinhar as tendências da informação que actualmente se faz em Portugal.
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
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PORTUGUÊS!
Para o ano que vem seremos o único país do mundo em recessão.
Os ingleses chamam-nos o pior país do mundo e recusam-se a emprestar-nos dinheiro porque, segundo dizem, é simplesmente deitar dinheiro fora.
A verdade é que nós precisamos do empréstimo para comer.
Vamos gastar o dinheiro que nos derem na nossa sobrevivência e não para investir em coisa alguma.
Portanto, como tenho vindo a alertar, nunca geraremos riqueza para podermos devolver o capital que nos emprestam.
De facto, a nossa economia nem sequer para pagar os juros gera riqueza. Até para isso temos que pedir mais empréstimos.
Já sei que agora alguns dos meus leitores - os mais tacanhos - estarão a gritar:
- se não estás bem então imigra (é assim que escrevem), pá!
A esses eu respondo que é exactamente o que está a fazer a Inteligência deste país. E a juventude qualificada.
Há anos.
A cada dia que passa os bons vão-se embora e só cá ficamos nós.
Os que não valem grande coisa, os acomodados e os velhos que já não têm idade para começar vida nova.
Os velhos que estariam na altura de descansar mas que cada vez têm que trabalham mais.
J.T.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
AO ESTADO QUE ISTO CHEGOU...


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quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
ELES FOGEM!
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terça-feira, 15 de março de 2011
RUA COM ELES...

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quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
CÃO MAIS SOLIDÁRIO DO QUE ESTE DA VOZ DO DONO
Promete em Maio, o mês da Virgem, revelações que irão deixar até lá o país em suspenso.
Nobre tem todos os condimentos para uma salsicharia política populista: os partidos provocam-lhe naúsea, os políticos sim-está bem-têm-de- existir, e o seu tom é o de um iluminado, um visionário que pode até ajudar à formação de um bloco central, se o seu mentor Mário Soares assim o consentir.
Presunção e água benta...mas que aquele jantar em casa de Mário Soares com José Sócrates como pau de cabeleira, é bem sintomático do mundo desgraçado da política...é não é?
Lá isso é!
Um mundo sem solidariedade, nem amigos.
Um mundo que está a fascinar o médico que durante anos frequentou um outro mundo: cão mas mais solidário do que este da voz do dono.
L. Carvalho
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
ONTEM E HOJE ...
Que sirva como um grito de urgência e de alerta, quase 50 anos depois de Zeca Afonso ter lançado «Os Vampiros» (1963).
JoanaVampiros e eunucosHá 24 anos, feitos ontem, morreu José Afonso.
Entretanto, vindos "em bandos, com pés de veludo", os vampiros foram progressivamente ocupando todos os lugares de esperança inaugurados em 1974, e hoje (basta olhar em volta) os "mordomos do universo todo/ senhores à força, mandadores sem lei", enchem de novo "as tulhas, bebem vinho novo" e "dançam a ronda no pinhal do rei", tendo, em tempos afrontosamente desiguais, ganho inaceitável literalidade o refrão "eles comem tudo, eles comem tudo/ eles comem tudo e não deixam nada".Talvez, mais do que legisladores, artistas como José Afonso sejam, convocando Pound, "antenas de raça". Ou talvez apenas olhem com olhos mais transparentes e mais fundos. Ou então talvez a sua voz coincida com a voz colectiva por transportar alguma espécie singular de verdade. Pois, completando Novalis, também o mais verdadeiro é necessariamente mais poético.O certo é que a "fauna hipernutrida" de "parasitas do sangue alheio" que José Afonso entreviu na sociedade portuguesa de há mais de meio século está aí de novo, nem sequer com diferentes vestes; se é que alguma vez os seus vultos deixaram de estar "pousa[dos] nos prédios, pousa[dos] nas calçadas". E, com ela, o cortejo venal dos "eunucos" que "em vénias malabares à luz do dia/ lambuzam da saliva os maiorais".Lembrar hoje José Afonso pode ser, mais do que um ritual melancólico, um gesto de fidelidade e inconformismo.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
OS RESPONSÁVEIS DE PORTALEGRE DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL AINDA TEM PARA COMER?

Governo diz que não há atraso no pagamento de subsídio de desemprego
O pagamento de subsídios de desemprego de Fevereiro decorre "sem qualquer atraso", disse fonte governamental ao Económico.
"Os pagamentos de Fevereiro decorrem sem qualquer atraso em relação ao planeamento inicialmente definido", afirmou fonte oficial do Ministério do Trabalho ao Económico.A realidade é outra, ninguém recebeu um cêntimo.
O jornal "Sol" noticiou hoje no seu site, citando um beneficiário, que o pagamento do subsídio de desemprego relativo a Fevereiro estaria atrasado e que só seria efectuado uma semana depois do prazo normal.
"Desconhecemos eventuais atrasos na distribuição e entrega de Vales Postais ou Carta Cheque", declarou a mesma fonte, que também sublinhou que "não existem dias fixos para o pagamento das prestações sociais, variando em função das datas em que ocorrem os fins-de-semana".
Há já desempregadas(os) com fome, nesta cidade, mas esta Filha da Puta crápula socialista de merda e os seus boy's de Portalegre andam anafados e de barriga cheia.

Eles andam a viver à nossa custa e a roubar-nos.
Ladrões!
Maria Silva
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