domingo, 29 de setembro de 2013

O (DES)EMPREGO VAI CADA VEZ 'MELHOR' NESTE DISTRITO!

A partir da próxima segunda-feira, os centros de emprego que têm maior fluxo de utentes passam a estar abertos ao público mais uma hora por dia, das 9h00 às 17h00, sem pausa para almoço, mais uma hora do que actualmente. 
Serão abrangidos os centros do Porto, Gaia, Braga, Coimbra, Aveiro, Viseu, Lisboa, Cascais, Amadora, Évora, Estremoz, Montemor-o-Novo, Portalegre, Elvas, Ponte de Sor e Loulé. 
Até que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a constitucionalidade do diploma que põe os funcionários públicos a trabalhar uma hora gratuitamente todos os dias, a medida não terá custos para os contribuintes. 
Mas a conta chegará nesse dia e todos os funcionários, estes e todos os demais, terão que receber pelo trabalho adicional realizado. 
Não há almoços grátis, não há trabalho grátis
A menos que o tempo da escravatura tenha regressado e, mais cedo do que tarde, a todos irá afectar, não apenas os trabalhadores em funções públicas. 
 
A irresponsabilidade também não é grátis!


 

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

INCLUÍDOS E EXCLUÍDOS

Não é num fado, num poema exaltado ou num lenço farpado que lemos a palavra "cicatriz". É num relatório de economistas sobre desemprego. Desemprego jovem: 35% em Portugal, 45% na Grécia, quase 50% em Espanha. Daqui a nada estaremos a celebrar um ano da grande manifestação de 12 de Março. Ela não serviu para nada.

Há uma geração inteira que está entalada entre o que foi e o que será. Sai da universidade e não tem trabalho, quanto mais emprego. São galopantes, as taxas reveladas.
Nas manifestações de Março, havia 115 mil desempregados com menos de 25 anos, em Dezembro eram 156 mil. E estes números só incluem os que estão à procura de trabalho. Não incluem, por exemplo, os 20 mil jovens que só no final de 2011 desistiram de procurar emprego. Foram estudar. Ou vegetar. A lassidão também é uma extroversão social.

É aqui que Portugal enfrenta o risco de desagregação social. Aqui mas não só. A cesura existe mas não é entre idades, é entre incluídos e excluídos. E os que são despejados do trabalho aos 40 ou 50 enfrentam as mesmas restrições, ou piores - e com menos possibilidades de romantismo.

Os jovens amontoam-se à entrada de um mercado que não cria emprego desde 2008, num microclima deprimente e isolante. Há dias, o "Público" revelava como os jovens se estão a apartar de preocupações com os mais velhos. Afundam-se nos seus próprios desgostos. Se isto não é desagregação social, é o seu princípio.

Há sustos para além do degredo jovem. Quase um terço dos desempregados tem mais de 45 anos: têm dívidas, têm filhos e têm portas fechadas ao seu regresso. Pior: dois terços dos desempregados têm no máximo nove anos de escolaridade. Vítor Bento (quando não é Silva Lopes, é quase sempre Vítor Bento...) disse-o há um ano:
os velhos empregadores dos pouco qualificados não voltarão, e os novos empregadores, quando os houver, não os quererão. Dizemos-lhes o quê? Que saiam da zona de conforto, que não sejam piegas, que lamentamos mas o progresso também se alimenta dos seus filhos?

O mercado de trabalho tornou-se num reduto ameaçado e dual, em que os interesses adquiridos se condoem dos precários, mas não se movem por eles. A recente reforma do código do trabalho fez, aliás, quase nada por eles. Os recibos verdes continuam verdes, os contratos a termo continuam a termo, e todos continuam muito tributados. Não tinha de ser assim: há novos modelos de contratos (em países da Europa do Norte) muito flexíveis e com mais garantias - e dignidade.

As manifestações de 12 de Março não eram de jovens contra velhos, eram de excluídos e revoltados contra um sistema em que não se revêem nem os revê, cuida, sequer compreende. Foram manifestações magníficas, de alegria, convocatória e paz. Foram inconsequentes. Porque exigiram uma nova política mas abdicaram de a fazer.

A solução é sempre política. E os rios que lá desaguam são os partidos. Ou os jovens esperam por um D. Sebastião de vinte anos, ou invadem os partidos e mudam-nos por dentro, a partir da base, e pela quantidade avassaladora. Os partidos só representam os seus próprios interesses,
são sistemas piramidais com líderes reféns de quem os elege, e que saciam com empregos, cunhas, contratos e festas.

Emigrar é uma solução, mas isso não é política, é desistência. Quem não quer ser insultado com pieguices e zonas de conforto pelos políticos tem dois caminhos. Um é sair daqui. O outro é entrar por ali, e apear o sistema partidário que se protege até ao fim dos seus dias. Ou dos nossos.



PS: Na ditadura, Portugal teve um General Sem Medo candidato a Presidente. Foi morto. Agora, em democracia, tem um Presidente com medo - de uma escola Secundária.



Pedro Santos Guerreiro

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terça-feira, 31 de maio de 2011

VAI TUDO BEM...


Portugal está com uma

taxa de desemprego de 12.6%.

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

O PORTUGAL DE SÓCRATES VAI CADA VEZ MELHOR?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MAIS M... DE UM BOY DO PS DE PORTALEGRE

Presidente do Instituto de Segurança Social



Edmundo Martinho defende redução progressiva do subsídio de desemprego

O subsídio de desemprego pode manter as diferenças de acordo com as idades e as carreiras contributivas, mas não deve ter o mesmo valor durante todo o período de duração”, adiantou Edmundo Martinho à margem de um encontro sobre o conselho europeu de 24 e 25 de Março, organizado pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal.

Questionado sobre as alterações que será necessário fazer ao sistema de protecção social de desemprego, uma das medidas previstas no acordo para a competitividade e o emprego firmado a 22 de Março entre o Governo e os parceiros sociais, o presidente do ISS defende que “alguma regressividade na capacidade de cobertura poderia ser interessante”.

Em vez de reduzir a capacidade de proteger nos primeiros tempos de desemprego, que são os tempos mais complicados para os desempregados, poder-se-ia reduzir progressivamente”, adiantou, frisando que o subsídio de desemprego não deve funcionar como um entrave a que os desempregados regressem ao mercado de trabalho.


ONDE HÁ EMPREGO?

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quinta-feira, 10 de março de 2011

EU VOU !

domingo, 14 de novembro de 2010

MAIS QUE LIMPAR AS FLORESTAS, É URGENTE LIMPAR A MERDA...

Se ainda é possível surpreendermo-nos com este país, as suas declarações de que os desempregados vão limpar florestas, sob pena de perderem o acesso ao respectivo subsídio, são bastante reveladoras do carácter da gente que somos e, particularmente, de quem nos (des)governa.

O senhor secretário de Estado e nem vou pôr em dúvida as suas competências para tão alto cargo, deveria saber que os subsídios de desemprego não são uma esmola social e sim, um seguro para acudir a estas situações a que o estado obriga os assalariados, por força de lei, a pagarem mensalmente. Das suas declarações, a concretizar-se o triste anúncio, será apenas uma forma de humilhar quem já se encontra fragilizado e vive situações económicas, em muitos casos, imorais e insustentáveis.

E sabe o senhor secretário, cujo vencimento e mordomias os trabalhadores também pagam, porque chegámos aqui? Porque temos sido governados por gente que conduziu, em meia dúzia de anos, o país à bancarrota. De competências como as do governo que o senhor integra, estamos cheios, fartos e com dívidas para pagar por muitas gerações.

Quem o senhor deveria pôr a limpar matas, deveriam ser os gatunos que faliram instituições bancárias e cujos prejuízos, mais uma vez, vão ser pagos por quem trabalha. Se não forem suficientes, poderia recorrer aos trafulhas das negociatas de sucatas com robalos à mistura ou, aos que se abotoaram com os milhões em luvas do freeport, e tantos outros, que jamais lhe faltaria mão-de-obra para limpar florestas.

Sabe senhor secretário de Estado, estas coisas acontecem porque somos um povo iletrado, ignorante e medroso, para nossa infelicidade, e do país. Se outra gente fossemos, seguramente que não teríamos descido tão baixo nem seríamos governados por estadistas anões. A par com a honestidade, a grandeza faz um povo. O resto são bagatelas. Deste governo, ficará para a história o buraco financeiro e social que cavou. De si, ninguém se lembrará por muitos desempregados que mande limpar florestas.

E não pense que sou apenas mais um ressabiado que não quer limpar matas. Não meu caro. Não sou desempregado. Sou um cidadão sem cadastro, eleitor e pagador de impostos; a partir de Janeiro, 43 de IRS 23 de Iva e as alcavalas de IMI, imposto de selo, taxa de ocupação de espaço aéreo, taxa de ocupação terrestre, taxa de recolha de lixo, taxa de esgotos, portagens, parques, estacionamentos, selo automóvel, taxa para as energias renováveis, taxa para o audiovisual, outras que não lembro e outras ainda, que pagarei, e desconheço. Acresce, que neste acampamento miserável, tudo se paga a preços imorais, do mais simples fármaco para a dor de cabeça, à energia eléctrica ou aos combustíveis. Contrariamente, os salários, exceptuando os daqueles que transitam entre governos, empresas públicas e banca, são dos mais baixos da Europa civilizada.

Gente como o senhor secretário, capaz de humilhar e esmagar aqueles que nada têm, nem sequer o direito à dignidade, mas não diz uma palavra contra os que roubam descaradamente, traficam influências, acordam negócios ruinosos para os contribuintes, não merece o tempo que levei a alinhavar estas palavras. Faça-nos o favor de se demitir para que o possamos esquecer a sua existência, rapidamente.

N. A.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

QUE MAIS IRÁ ACONTECER?

Quando o PSD se deixar de discussões e explicações em torno das belas listas que apresentou, talvez possa regressar ao seu papel de oposição. Designadamente, para pedir explicações sobre isto:

Os accionistas da La Seda, fabricante espanhola de plásticos, vão abrir uma acção de responsabilidade social contra o ex-presidente da empresa, a Caixa Geral de Depósitos (que tem 7% da empresa) e as sociedades Júpiter e Inverland Dulce, com ligações ao grupo português Imatosgil, por alegadas irregularidades em operações empresariais e financeiras realizadas nos últimos três anos.

No ano passado, a La Seda viu aprovado um apoio, no âmbito do Projectos de Interesse Nacional (PIN), no valor de 200 milhões de euros, para a construção de uma unidade produção de poliéster e químicos em Sines, a Artenius, que iria criar 150 empregos, e cuja primeira pedra foi lançada pelo primeiro-ministro, José Sócrates. As últimas informações referem que o grupo está em negociações com a sua accionista CGD para vender parte do capital da fábrica prevista para Sines por 40 milhões de euros, e que o banco português deverá, ainda, refinanciar a dívida da La Seda com 488 milhões de euros.

Portanto, se bem percebo:

- por um lado, vamos ter a Caixa, um banco dos contribuintes Portugueses, a ficar com uma fábrica de poliéster e químicos (área de negócio que deve ter bastante interesse no seu core business), fábrica esta que apenas há um ano fora identificada como mais um desses fantásticos PROJECTOS DE INTERESSE NACIONAL (convém dizer por extenso e não adormecer na conveniente indiferença destas siglas) , com primeira pedra (mais uma!) lançada pelo engenheiro Pinto de Sousa, mas que agora se terá convertido num pesadelo para a La Seda. Em suma, a nossa Caixa vai livrar os catalães da La Seda do dito pesadelo.

- por outro lado, a Caixa irá refinanciar a dívida da La Seda com 488 milhões de euro (!);

- a finalizar, a Caixa ainda vai levar em cima com um processo cível de responsabilidade social. De quem?… Da la Seda!

Ah…e Portalegre vai ter mais trabalhadores no desemprego.

______________

Actualização:

No El Pais: “La responsabilidad hay que pedírsela a Matos (Imatosgil) y Caixa Geral [accionistas de la compañía] porque han estado mandando en el grupo y lo han llevado a esta situación crítica.”

No elconfidencial: “La Seda mantendrá las ocho plantas de producción actuales y el centro de desarrollos de Bélgica con el objetivo de pasar de 400.000 a 500.000 toneladas anuales de producción en tres años y alcanzar una cuota de mercado del 19% en Europa occidental. (…) La empresa también reducirá su participación en el proyecto Sines mediante un acuerdo con la portuguesa Caixa Geral que, junto a sus socios, aportará 40 millones de euros de capital social con lo que tomará una participación entorno al 40%.”



Francisco Santos

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

ISTO VAI CADA VEZ "MELHOR"...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

DE PROMESSAS ESTÁ O INFENO CHEIO

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

LINDO...

Se for aplicado integralmente, estima-se que o plano de ocupação de desempregados desenhado pelo Governo vai implicar que até 57 mil pessoas sem trabalho não sejam consideradas desempregadas, número que deverá ser somado ao de todos aqueles desanimados que passam a ser considerados inactivos por terem deixado de procurar activamente emprego.
Ao arrepio da evidência, o Governo nega um impacto directo destas medidas nas estatísticas do emprego e a todos que, por terem trabalhado 1 hora no último período de contagem, são considerados empregados.

Mas o INE, a entidade responsável pelo apuramento dos dados oficiais do emprego, desmente e esclarece quais são os três critérios cumulativos que têm que ser observados para que alguém seja considerado desempregado. (Ler
mais aqui )

Há dias, Vieira da Silva dizia no Parlamento que o desemprego até baixou.

Pois.

Medido assim, é mesmo capaz de ter baixado.


F.T.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

QUAL É O VERDADEIRO NÚMERO?

Cerca de três quartos dos 2,5 milhões de reformados por velhice e invalidez em Portugal, 1 milhão e 875 mil pessoas, incluindo os da função pública, recebem uma pensão de valor até um salário mínimo nacional, estima a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).
As estatísticas oficiais apontam para os 2 milhões de pobres em Portugal.
Se retirarmos a este número os 1,875 milhões da estimativa da CGTP, ficam 125 mil. E só em trabalhadores que recebem o salário mínimo, cerca de 4,5% da população activa, são aproximadamente 225 mil.
Os desempregados são mais de 450 mil.
Qual será, na realidade, o número de pobres que existem em Portugal?

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