O (DES)EMPREGO VAI CADA VEZ 'MELHOR' NESTE DISTRITO!
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cercada De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros Morei numa casa velha, À qual quis como se fora Feita para eu Morar nela...
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Etiquetas: Desemprego, Portugal Fevereiro de 2012

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“O subsídio de desemprego pode manter as diferenças de acordo com as idades e as carreiras contributivas, mas não deve ter o mesmo valor durante todo o período de duração”, adiantou Edmundo Martinho à margem de um encontro sobre o conselho europeu de 24 e 25 de Março, organizado pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal.
Questionado sobre as alterações que será necessário fazer ao sistema de protecção social de desemprego, uma das medidas previstas no acordo para a competitividade e o emprego firmado a 22 de Março entre o Governo e os parceiros sociais, o presidente do ISS defende que “alguma regressividade na capacidade de cobertura poderia ser interessante”.
“Em vez de reduzir a capacidade de proteger nos primeiros tempos de desemprego, que são os tempos mais complicados para os desempregados, poder-se-ia reduzir progressivamente”, adiantou, frisando que o subsídio de desemprego não deve funcionar como um entrave a que os desempregados regressem ao mercado de trabalho.
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Se ainda é possível surpreendermo-nos com este país, as suas declarações de que os desempregados vão limpar florestas, sob pena de perderem o acesso ao respectivo subsídio, são bastante reveladoras do carácter da gente que somos e, particularmente, de quem nos (des)governa.
O senhor secretário de Estado e nem vou pôr em dúvida as suas competências para tão alto cargo, deveria saber que os subsídios de desemprego não são uma esmola social e sim, um seguro para acudir a estas situações a que o estado obriga os assalariados, por força de lei, a pagarem mensalmente. Das suas declarações, a concretizar-se o triste anúncio, será apenas uma forma de humilhar quem já se encontra fragilizado e vive situações económicas, em muitos casos, imorais e insustentáveis.
E sabe o senhor secretário, cujo vencimento e mordomias os trabalhadores também pagam, porque chegámos aqui? Porque temos sido governados por gente que conduziu, em meia dúzia de anos, o país à bancarrota. De competências como as do governo que o senhor integra, estamos cheios, fartos e com dívidas para pagar por muitas gerações.
Quem o senhor deveria pôr a limpar matas, deveriam ser os gatunos que faliram instituições bancárias e cujos prejuízos, mais uma vez, vão ser pagos por quem trabalha. Se não forem suficientes, poderia recorrer aos trafulhas das negociatas de sucatas com robalos à mistura ou, aos que se abotoaram com os milhões em luvas do freeport, e tantos outros, que jamais lhe faltaria mão-de-obra para limpar florestas.
Sabe senhor secretário de Estado, estas coisas acontecem porque somos um povo iletrado, ignorante e medroso, para nossa infelicidade, e do país. Se outra gente fossemos, seguramente que não teríamos descido tão baixo nem seríamos governados por estadistas anões. A par com a honestidade, a grandeza faz um povo. O resto são bagatelas. Deste governo, ficará para a história o buraco financeiro e social que cavou. De si, ninguém se lembrará por muitos desempregados que mande limpar florestas.
E não pense que sou apenas mais um ressabiado que não quer limpar matas. Não meu caro. Não sou desempregado. Sou um cidadão sem cadastro, eleitor e pagador de impostos; a partir de Janeiro, 43 de IRS 23 de Iva e as alcavalas de IMI, imposto de selo, taxa de ocupação de espaço aéreo, taxa de ocupação terrestre, taxa de recolha de lixo, taxa de esgotos, portagens, parques, estacionamentos, selo automóvel, taxa para as energias renováveis, taxa para o audiovisual, outras que não lembro e outras ainda, que pagarei, e desconheço. Acresce, que neste acampamento miserável, tudo se paga a preços imorais, do mais simples fármaco para a dor de cabeça, à energia eléctrica ou aos combustíveis. Contrariamente, os salários, exceptuando os daqueles que transitam entre governos, empresas públicas e banca, são dos mais baixos da Europa civilizada.
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Quando o PSD se deixar de discussões e explicações em torno das belas listas que apresentou, talvez possa regressar ao seu papel de oposição. Designadamente, para pedir explicações sobre isto:
Portanto, se bem percebo:
- por um lado, vamos ter a Caixa, um banco dos contribuintes Portugueses, a ficar com uma fábrica de poliéster e químicos (área de negócio que deve ter bastante interesse no seu core business), fábrica esta que apenas há um ano fora identificada como mais um desses fantásticos PROJECTOS DE INTERESSE NACIONAL (convém dizer por extenso e não adormecer na conveniente indiferença destas siglas) , com primeira pedra (mais uma!) lançada pelo engenheiro Pinto de Sousa, mas que agora se terá convertido num pesadelo para a La Seda. Em suma, a nossa Caixa vai livrar os catalães da La Seda do dito pesadelo.
- por outro lado, a Caixa irá refinanciar a dívida da La Seda com 488 milhões de euro (!);
- a finalizar, a Caixa ainda vai levar em cima com um processo cível de responsabilidade social. De quem?… Da la Seda!
Ah…e Portalegre vai ter mais trabalhadores no desemprego.
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Actualização:
No El Pais: “La responsabilidad hay que pedírsela a Matos (Imatosgil) y Caixa Geral [accionistas de la compañía] porque han estado mandando en el grupo y lo han llevado a esta situación crítica.”
No elconfidencial: “La Seda mantendrá las ocho plantas de producción actuales y el centro de desarrollos de Bélgica con el objetivo de pasar de 400.000 a 500.000 toneladas anuales de producción en tres años y alcanzar una cuota de mercado del 19% en Europa occidental. (…) La empresa también reducirá su participación en el proyecto Sines mediante un acuerdo con la portuguesa Caixa Geral que, junto a sus socios, aportará 40 millones de euros de capital social con lo que tomará una participación entorno al 40%.”
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