segunda-feira, 16 de maio de 2011

É O POVO PÁ!



"(...) Actualmente, num Centro de Emprego não se encontra emprego.

Encontram-se fiscalizações sucessivas, propostas formativas muitas vezes desajustadas, encontra-se trabalho quase gratuito através dos contratos de emprego-inserção, encontram-se ameaças constantes de cortes nos subsídios. Mas não se encontra emprego. (...)"

O texto integral do manifesto da iniciativa pode ser lido aqui.


“Não aceitamos que [os centros de emprego] sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado”. Higiénica, salutar, cidadã.

A segunda iniciativa dos “É o povo, pá!” teve como objectivo dar a conhecer a quem nunca esteve desempregado como funcionam actualmente os centros de emprego.

Esta seria, já foi, uma missão a desempenhar pelos média.

O termo “ataca”, emoldurado por um par de aspas cobardes, que encontramos no título «Movimento É o povo, pá! “ataca” centros de emprego», acrescenta um inesperado segundo objectivo cumprido a esta que foi uma iniciativa absolutamente pacífica: o de sublinhar as tendências da informação que actualmente se faz em Portugal.


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64 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

o povo nada ..
agora é verao toca ir todos a praia ....

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

e o povo pá??
o povo anda a escrever nas redes sociais, pá!
mas o povo devia ir à reunião da concelhia amanhã ás 21h, pá!
dá-lhe falâncio! pá!
mas o povo não tem coragem pá!

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Quem chamou o FMI???? Zé da Mata, Adelaide Teixeira, Manteiga,Xanax e o Engomadinho!!! Com tanta promessa e tanta falha e mentiras nem o FMI os safa... Esperem pelas festas da cidade e depois percebem tanta inauguração que vai haver, tantos espectáculos uma maravilha vai ser inesquecível!!! A Adelaidesinha como sempre promete e só aparece para as fotos.. há e almoços pois a senhorita embora com aquele aspecto de chupadinha também come em especial a borla...gostam é de mamar e as promessas feitas a quem mais precisa é culpa do FMI ou do Socrates!!! Nunca assumem que tem sido um fracasso nada tem feito... Nem com a Fundação já se safam... quando apresentarem contas vão perceber que mais uma vez o Zé e sua equipa andou a contar o conto do vigário.. De quem é a culpa??? Da oposição não os deixa fazer nada nunca a culpa é da bela equipa....

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

A verdade custa a roer!!! Lamento mas não controlam tudo... Ou aqui também não há liberdade de expressão....

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous O PovO disse...

Porra...

O povo quer dinheiro pra comprar um carro novo!

Se o povo não tem guita pró comprar então os fabricantes estão fo***dos! Os carros apodrecem-lhes nos armazéns.

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Tenho que dar razão a quem escreveu que este executivo da Câmara Municipal de Portalegre leva o tempo a contar o conto do vigário e nunca assumem que não tem feito nada...Mas infelizmente tem os dias contados, pois a população já está farta do Zé da Mata e das suas duas marionetas, é uma inercia que até cansa, só de as ver passear por estes corredores fico com pena do ar abatido das coitaditas " Não fazer nada também cansa", as meninas até já metem medo de tão feias que são. E o engomadinho teve que baixar a testa se não a adelaidesinha punha o Senhor a andar até Alter do Chão...Agora até parece um marido prendado e dedicado a coitadinha...

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

O povo está farto de vigaristas, de ladrões, de ..., da política.
É tempo do povo acordar e mandar para o ... toda a classe política deste nosso país e distrito.
Ao longo destes anos esta cambada que vive da política só se encheram é tempo de correr com eles.

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

O centro de (des)emprego de Portalegre chefiado pelo boy João Manuel Ribeiro Baptista Realinho é um átrio de incompetência e corrupção que branda aos céus, necessita de uma limpeza de alto a baixo, com água não vai lá, tem de ser com ácido para queimar o mal pela raiz.

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

O Borges já mudou a residência para a estrada da serra para poder participar na campanha do espanta toiros. Anda de bandeira azul no meio do grupo mas a intensão dele é provar as belas rachas que acompanham o papatoiros.

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Paula M. disse...

ele mudou foi para outro lado onde mora a louraça e o marido careca

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

paulinha andas bem informada , ca para mim ,tambem queres ser papada ...

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Mas o Pedro Borges mudou de casa em Estremoz? É que aqui não é conhecida essa faceta e não tem a actividade que parece ter em Portalegre. Porque será? Como não é do guaraná deve ser da frouxidão dos locais.

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

epá ando por Portalegre todo o dia e ainda nao vi uma dita jeitosa que fosse para a cama comigo ..
devo ser por nao ser vereador ou coisa do genero , ou deve ser por nao ter um desses empregos que nada se faz ..amanha vou la a câmara fiscalizar as ditas, porque estranhei que na quarta-feira, faltavam la muitas meninas do tempo em que aquilo mais parecia um centro comercial ....ouve uma altura que aquilo mais parecia uma passagem de modelos entre corredores , eu um técnico de fiscalização era com cada brasa que ate dava dó ,e nada se poder fazer a tanta mulher,sem esquecer a zona dos wc era com cada uma a entrar e a sair , ainda estou para descobrir porque vao ao pares ...
mas prometo postar aqui a dita fiscalização , vou estar nos corredores 3 e 4 para fiscalização de rotina a ver se aquilo ainda é uma passagem de jeitosas..

segunda-feira, 16 maio, 2011  
Anonymous montanelas disse...

Deixem foder quem sabe e pode

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

montanelas ca para mim es montaneles ou es montado por eles..

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

o Montanelas é a secretária (casada) do Pedro. Conheço-a perfeitamente.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Portalegre está entregue à bicharada!!!!! É isto uma capital de distrito, pelos comentários que li mais parece um bordel ou então anda para aqui muita dor de corno!!!!

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Aquela merda do IEFP ali na 31 de Janeiro, no 96 é a maior vergonha da cidade de Portalegre, tantos e não fazem nada. Concordo com limpeza a ácido. Acabava-se de vez com tanta incompetência junta e era menos uns tachos para os boy's.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

A historia desse Borges é outra andou a levar porrada da mulher quando ele aqui veio ter com a outra e a quis enxertar so falta saber o que algumas gajas teem para dizer quando se meteram debaixo desse montanelas

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Parece-me que há aqui muita gente a querer ser montada/o por esse Borges!!!!! Fodam melhor as vossas mulheres que o Borges deixa de ter saída!!!!!

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

PORRA MAS QUEM É A GAJA LOURAÇA QUE O BORGES ADOU A COMER QUE O MARUIDO É CARECA?????

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

ó Kruzes investiga lá isso ai em Estremoz do puntanheiro do Borges

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

É tempo de limpeza nos centros de emprego e todas as dependências da segurança social, acabem de vez com os tachos dos lambões que nada fazem, extingam de vez essas merdas, são milhões que se poupa, corram com esta ladroagem deve vez.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

ELAS ANDAM A BUFAR DE MEDO SO DE SABEREM QUE OS SEUS NOMES PODEM VIR À TONA DE ÁGUA OS MARIDOS VAO FODER O BORGES

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Só garganta e inveja do Borges!!!!

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

São os Portalegrenses no seu melhor!!
Qualquer dia ninguém se safa nestes comentários. Provavelmente deixam de ligar a esta macacada!!

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Zé Lagóia disse...

Vocês todos e as vossas famílias devem viver todos muito bem, lá nas vossas santas casas, não deve haver desempregados, nem jovens à procura de emprego, vivem de barriga cheia e não passam fome.
O que vos interessa é que esta ou este (a fina flor do entulho da cidade) dão umas quecas.
Porreiro, pá!
Esta merda está na bancarrota mas vocês estão todos bem?
Façam o favor de ser muito felizes.
Quanto mais a classe política vos fode diariamente mais vocês gostam.
O último que feche a luz.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

epá , se o pais esta mal o melhor que á e ter (cama quentinha) com uma bela mulher ,o resto que se amole .

ofereço-me desde já para aquecer a cama a uma querida e serei muito fiel e sigilo absoluto .

não te vais arrepender , aceita a proposta que te faço , não tenho ainda 40 anos nem menos de trinta ..

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

onde isto já chegou , pronto ja chegaram os prestadores de serviço.

cheira-me a pés descalços da zona industrial .

por falar nisso , ja viram a concorrência no Isidro, desde que empregou la mais meninas aquilo agora ate é faz fila .

esse é que ele tem mesmo olho para o negocio ,aposto se o jorge fosse para presidente nos tirava da miséria.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

alguem sabe como vao ser as festas da cidade...

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Parece-me que há aqui muita gente a querer ser montada/o por esse Borges!!!!! Fodam melhor as vossas mulheres que o Borges deixa de ter saída!!!!!

estas a ver o problema??
é mais complicado do que pensas ...
Olha o problema!! nao é montar bem as mulheres.
elas montadas sao bem montadas , o problema é que elas querem sempre mais e mais e mais e mais.
contra isso nada feito ,porque o viagra ta caro .
estas a perceber .

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Afinal o Borges nem vota no feirante. Criou um novo partido: o PCP - Partido dos Cobridores Profissionais.

Já entreguei a minha ficha, depois de devidamente preenchida.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Alguém sabe quem é a SENHORA que escrveu isto disfarçada de homem? Um doce... Anónimo disse...
epá , se o pais esta mal o melhor que á e ter (cama quentinha) com uma bela mulher ,o resto que se amole .

ofereço-me desde já para aquecer a cama a uma querida e serei muito fiel e sigilo absoluto .

não te vais arrepender , aceita a proposta que te faço , não tenho ainda 40 anos nem menos de trinta ..

Terça-feira, 17 Maio, 2011

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

As palavras certas
por José António Saraiva

Por uma vez nesta crise política, Passos Coelho encontrou as palavras certas.
Na apresentação do programa eleitoral do seu partido, disse o que era preciso dizer.
Numa altura em que, do PS ao CDS, se fala disparatadamente em «compromisso», Passos Coelho disse que não quer ir para o Governo «a qualquer preço», que as eleições são uma «escolha», que para haver escolha é necessário haver «propostas diferentes» – e, finalmente, apresentou as suas próprias propostas.
Que podem arrumar-se em duas grandes categorias: pôr as contas do país em ordem e pôr a economia a crescer.
É claro que tanto uma coisa como outra são tarefas gigantescas – mas, para se atingir um objectivo, é preciso começar por enunciá-lo; caso contrário, jamais se alcançará.
PASSOS Coelho escolheu o caminho que sempre defendi: falar verdade aos portugueses.
Nestas eleições, algum partido teria de assumir corajosamente a ruptura e dizer ao país, cara a cara, quais as medidas que vai tomar para equilibrar as finanças.
E, aí, o país escolherá o caminho que prefere: fazer sacrifícios ou continuar a assobiar para o ar.
Marcelo Rebelo de Sousa classificou esta atitude como um «risco», dizendo ser difícil ganhar eleições com a franqueza revelada por Passos Coelho.
Ora eu digo o contrário: é inútil ganhar eleições não dizendo a verdade.
O país está num buraco – e precisa de saber que não sairá dele sem um grande esforço.
Dão-me vontade de rir aqueles que dizem: «Fizemos um bom acordo», como quem diz: «Não temos de fazer grandes sacrifícios».
Mas esta gente ainda não acordou?
Não percebe que sem sacrifícios não iremos a parte nenhuma?
E O ESTADO tem de dar o exemplo, emagrecendo e gastando menos.
Neste sentido, as propostas de Passos Coelho de redução do número de deputados e extinção dos governos civis, não representando uma excepcional poupança, são um bom sinal.
São sinal de que o Estado também está disposto a fazer dieta e a participar nos sacrifícios.
E os sinais que o Estado dá à sociedade são importantíssimos.
MAS quem fala de sacrifícios tem de ser capaz de transmitir, ao mesmo tempo, sinais de esperança.
Ninguém está disposto a sacrificar-se se não acreditar que o esperam dias melhores.
Foi isto que Manuela Ferreira Leite, com o seu perfil austero, não quis perceber – e é isto que Passos Coelho parece ter percebido...

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

...O líder do PSD sabe que tem de prometer alguma coisa.
Não falsas promessas de menor austeridade.
Mas promessas de que é possível mudar o rumo da economia e pôr o país a crescer.
SÓCRATES e o PS acreditaram que poderiam fazê-lo através do Estado.
Daí a aposta nas ‘grandes obras’, que serviriam de motor.
Mas o dinheiro faltou e os projectos ficaram na gaveta.
O PSD aponta agora outra via, que está aliás de acordo com a sua matriz: apostar na sociedade civil, libertar a sociedade civil, dar asas à sociedade civil.
Defendo há muitos anos que a falta de dinamismo da sociedade civil e a sua dependência histórica do Estado é a primeira razão do nosso atraso.
Todos os países ricos têm sociedades civis fortes – e são elas as principais responsáveis pela criação de riqueza.
Por isso, acho que é este o caminho certo.
UMA palavra final para a afirmação de Passos Coelho de que não quer ser poder a qualquer preço.
Como o compreendo!
Não vale a pena integrar um Governo que não tenha condições para mudar – e um Governo onde estejam o PSD, o PS e o CDS, como muitos defendem, será um Governo tolhido por dentro, obrigado a compromissos constantes, sem capacidade de fazer as rupturas necessárias.
Ao contrário do que muitos dizem, será um Governo fraco e não um Governo forte – porque será atravessado por divisões e disputas insanáveis.
HÁ ALTURAS em que é preciso saber dizer ‘Não’.
E Passos Coelho disse-o claramente: se me quiserem e concordarem com estas propostas votem em mim, caso contrário passem bem.
Percebe-se que os socialistas estejam disponíveis para um Governo a três: isso corresponde ao seu desejo desesperado de não sair do poder.
Mas ninguém com juízo aceitará governar com a equipa que trouxe o país até aqui.
Portugal precisa de clareza e águas limpas – e não de empastelamento e águas turvas.
Portugal precisa de um Governo coeso e com uma liderança clara – e não de uma capoeira com três galos guerreando-se constantemente.
Tags: José António Saraiva, Opinião, Política a Sério

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

As palavras certas
por José António Saraiva

Por uma vez nesta crise política, Passos Coelho encontrou as palavras certas.
Na apresentação do programa eleitoral do seu partido, disse o que era preciso dizer.
Numa altura em que, do PS ao CDS, se fala disparatadamente em «compromisso», Passos Coelho disse que não quer ir para o Governo «a qualquer preço», que as eleições são uma «escolha», que para haver escolha é necessário haver «propostas diferentes» – e, finalmente, apresentou as suas próprias propostas.
Que podem arrumar-se em duas grandes categorias: pôr as contas do país em ordem e pôr a economia a crescer.
É claro que tanto uma coisa como outra são tarefas gigantescas – mas, para se atingir um objectivo, é preciso começar por enunciá-lo; caso contrário, jamais se alcançará.
PASSOS Coelho escolheu o caminho que sempre defendi: falar verdade aos portugueses.
Nestas eleições, algum partido teria de assumir corajosamente a ruptura e dizer ao país, cara a cara, quais as medidas que vai tomar para equilibrar as finanças.
E, aí, o país escolherá o caminho que prefere: fazer sacrifícios ou continuar a assobiar para o ar.
Marcelo Rebelo de Sousa classificou esta atitude como um «risco», dizendo ser difícil ganhar eleições com a franqueza revelada por Passos Coelho.
Ora eu digo o contrário: é inútil ganhar eleições não dizendo a verdade.
O país está num buraco – e precisa de saber que não sairá dele sem um grande esforço.
Dão-me vontade de rir aqueles que dizem: «Fizemos um bom acordo», como quem diz: «Não temos de fazer grandes sacrifícios».
Mas esta gente ainda não acordou?
Não percebe que sem sacrifícios não iremos a parte nenhuma?
E O ESTADO tem de dar o exemplo, emagrecendo e gastando menos.
Neste sentido, as propostas de Passos Coelho de redução do número de deputados e extinção dos governos civis, não representando uma excepcional poupança, são um bom sinal.
São sinal de que o Estado também está disposto a fazer dieta e a participar nos sacrifícios.
E os sinais que o Estado dá à sociedade são importantíssimos.
MAS quem fala de sacrifícios tem de ser capaz de transmitir, ao mesmo tempo, sinais de esperança.
Ninguém está disposto a sacrificar-se se não acreditar que o esperam dias melhores.
Foi isto que Manuela Ferreira Leite, com o seu perfil austero, não quis perceber – e é isto que Passos Coelho parece ter percebido.
O líder do PSD sabe que tem de prometer alguma coisa.
Não falsas promessas de menor austeridade.
Mas promessas de que é possível mudar o rumo da economia e pôr o país a crescer.
SÓCRATES e o PS acreditaram que poderiam fazê-lo através do Estado.
Daí a aposta nas ‘grandes obras’, que serviriam de motor.
Mas o dinheiro faltou e os projectos ficaram na gaveta.
O PSD aponta agora outra via, que está aliás de acordo com a sua matriz: apostar na sociedade civil, libertar a sociedade civil, dar asas à sociedade civil.
Defendo há muitos anos que a falta de dinamismo da sociedade civil e a sua dependência histórica do Estado é a primeira razão do nosso atraso.
Todos os países ricos têm sociedades civis fortes – e são elas as principais responsáveis pela criação de riqueza.
Por isso, acho que é este o caminho certo.
UMA palavra final para a afirmação de Passos Coelho de que não quer ser poder a qualquer preço.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Como o compreendo!
Não vale a pena integrar um Governo que não tenha condições para mudar – e um Governo onde estejam o PSD, o PS e o CDS, como muitos defendem, será um Governo tolhido por dentro, obrigado a compromissos constantes, sem capacidade de fazer as rupturas necessárias.
Ao contrário do que muitos dizem, será um Governo fraco e não um Governo forte – porque será atravessado por divisões e disputas insanáveis.
HÁ ALTURAS em que é preciso saber dizer ‘Não’.
E Passos Coelho disse-o claramente: se me quiserem e concordarem com estas propostas votem em mim, caso contrário passem bem.
Percebe-se que os socialistas estejam disponíveis para um Governo a três: isso corresponde ao seu desejo desesperado de não sair do poder.
Mas ninguém com juízo aceitará governar com a equipa que trouxe o país até aqui.
Portugal precisa de clareza e águas limpas – e não de empastelamento e águas turvas.
Portugal precisa de um Governo coeso e com uma liderança clara – e não de uma capoeira com três galos guerreando-se constantemente.
Tags: José António Saraiva, Opinião, Política a Sério

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Mas alguém teve pachorra para ler esta «belissima» poia do sr José António Saraiva, aqui despejada a baldes por mão politica?

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

nao perceberam ja que foi a gaja para que ninguem lesse sobre o Borges? adivinhem quem é se calhar ate andou metida co,m esse Borges Alguém sabe quem é a SENHORA que escrveu isto disfarçada de homem? Um doce... Anónimo disse...
epá , se o pais esta mal o melhor que á e ter (cama quentinha) com uma bela mulher ,o resto que se amole .

ofereço-me desde já para aquecer a cama a uma querida e serei muito fiel e sigilo absoluto .

não te vais arrepender , aceita a proposta que te faço , não tenho ainda 40 anos nem menos de trinta ..

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous MAJÓJÓ disse...

O BORGES nao sei se ainda papa a louraça a do careca ahahahahahahahahahahha

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

No distrito de Portalegre vai tudo bem:
- População: 115503 habitantes;
- Idosos: 25,7% da população residente;
- Médicos: 3 por cada 1000 habitantes;
- Crimes: 28 por cada 1000 habitantes;
- Desempregados: 6485 inscritos nos centros de emprego em Março de 2011;

Até os números oficiais do governo do Partido Socialista são uma vigarice como o próprio governo.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Na tua estatistica falta um numero muito importante

- numero de fodilhões por 115503 habitantes: 1*

______

* de seu nome, Borges

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

no fundo no fundo todos querem ser o borges ....


e eu tenho dito.

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

eu quero o borges onde o posso encontrar para um pvt...

terça-feira, 17 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

pvt? parece-me que és parva, pá. o borges é bom no minete. dizem elas que aquilo não é uma lingua! é um autêntico guardanapo!

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

e porque achas que quero o borgues ....
tu por acaso sabes o que é pvt..

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Se queres desabafar escolheste mal o site..Opta por ir para um chat ou arranja um psicólogo...tanto "sol" está te a fazer mal ao cerebro..aconselho vivamente a procurar ajuda...para desabafar e contar os seus problemas...aqui só se fala do tempo..isto não é chat nenhum caro amigo..Agora respeite as pessoas e guarde essas conversas, que nao interessam a ninguem, para si...compreendeu? Estou agradecido....Tenha um bom dia...

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

a merda dos bares da praça republica fizeram um baixo assinado para k nao fosse possivel a venda de cerveja nas barraquinhas das festas da cidade.. filhos da puta desses gemeos,,,

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

nao frequentem o bar gemeos em portalegre esses cabroes nao prestam bar gemeos nunca,,,,,

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

atencao.. os bares da praça fizeram um baixo assinado e nao deixam as barracas das festas vender imperial.... morte ao bar gemeos..... gemeos nunca mais.

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Os gemeos só tem uma coisa boa,a irmã dona do snack bar do e.leclerc. Que loiraça!

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

"Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura."

Eça de Queirós,
in:Correspondência (1891)

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Há seis anos o PS prometia em cartaz, 150 mil novos empregos...
taxa de desemprego em Portugal agravou-se para o valor recorde de 12,4% no primeiro trimestre de 2011.
O valor acaba de ser divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e revela um aumento da taxa de desemprego quer face aos 11,1% observados no trimestre anterior quer em relação aos 10,6% registados no primeiro trimestre de 2010.

Maldito chumbo do PEC IV! "Como foi possível terem feito isto ao país?" ( José S. a propósito da não aprovação do PEV IV...)

O PS e este Inenarrável que o preside mais os diversos Sombras que por lá andam, só precisaram de meia dúzia de anos para conduzirem o país directamente à bancarrota. E querem continuar...

Apetece por isso transcrever o seguinte:

"Em matéria de tiros no pé, o PS, convenhamos, está, mais que imunizado, sobreprotegido. Mesmo que os dê não os sente. Mesmo que os alveje, não os encontra. É a incomensurável vantagem de quem, a concurso ou desfile, comparece de cascos. Insensível aos cravos, inexpugnável às balas. "

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Os centros de (des)emprego dos governos socialistas de Sócrates
«Não queremos subsídios, queremos emprego»: o movimento «É o povo, pá!», de grande relevo, sobre o mau trabalho dos centros de emprego no encaminhamento e aconselhamento dos desempregados. Não importa que o movimento tenha sido criado à esquerda, importam os motivos e a procura de soluções.
Prometendo criação de emprego (os famosos «150.000 empregos»), verifica-se que os Governos socialistas de José Sócrates, e o ministro do sector Vieira da Silva - e a bruxelense (mesmo?) destacada em Lisboa, Helena André -, falharam na política de promoção de emprego e também nos centros de (des)emprego.

O tema do deficiente aconselhamento dos jovens desempregados licenciados «Um plano de reconversão profissional para jovens desempregados», propondo eu que um serviço de aconselhamento e mentalização seja criado nas instituições de ensino superior, já que os centros de emprego prestam um serviço incompetente e distante e não têm vocação nem conhecimento...
- para aconselhar jovens licenciados.

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Um Borges disse...

Os politicos paspalhos que frequentam esta espécie de cagadeira estão convencidos que «isto» tem remédio. Meus senhores: - o sistema gerido pela finança arrastou o mundo para o «caos». Cumpriu o seu dever e... morreu! Olhem para o horizonte e tentem descortinar o que vem a seguir, na certeza do porém, que «isso que vem a seguir» não é nada «bom» segundo os principios que vos orientam. É preferivel falar dos Borges sabendo de antemão que em todos nós existe «escondido» um Borges que nunca conseguimos levar à prática.

Um Borges

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Os bares da praça da república estão cheios de razão! Pagam as suas contribuições e impostos, taxas e licenças municipais, etc... e agora aparece meia dúzia de paspalhos que montam ali umas tascas durante as festas da cidade (à pala da Câmara e sem pagarem o que quer que seja) e ainda querem vender comes e bebes à discrição??? Além disso o regulamento da Câmara proibe a venda ambulante, que é o que são aquelas "barracas", desde que a menos de 100 ou 200 metros (não sei bem) existam estabelecimentos licenciados do mesmo ramo.

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Atão e ontem o Cáceres de braço dado na rua do comércio com o Portas? Que falta de vergonha, os gajos do PSD andaram a levá-lo ao colo agora têm o que merecem. O gajo já deve andar a magicar um tacho para o dia em que fugir da câmara e como sabe que os do PSD já não querem nem ouvir falar dele agora bandeia-se para o lado do Portas

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Rui Rocha disse...

Sócrates faltou ao respeito a 700.000 portugueses

Os dados hoje divulgados pelo INE revelam um país a caminho do colapso social. O número é redondo e assustador. São 700.000 desempregados. Tudo isto se torna mais sinistro se considerarmos os milhares que já foram obrigados a emigrar ou se tivermos em conta que, nesses 700.000, existe um número significativo de pessoas que não chegaram a adquirir direito a apoio no desemprego ou que já o perderam. O drama assume proporções insuportáveis para alguns milhares de agregados familiares em que o demprego atingiu os dois elementos do casal. Há umas dezenas de anos atrás, num Portugal que críamos e queremos longínquo, Baptista Bastos escreveu uma crónica sobre uma família de Setúbal que entaipou as janelas para que os filhos não pudessem ver os bolos exibidos na montra da pastelaria que ficava do outro lado da rua. Pois bem, perante estes números, a fome volta a ser um dado da nossa realidade. O país tinha-se habituado aos comentários sobre a estatísticas de desemprego de Valter Lemos, na qualidade de Secretário de Estado de Qualquercoisa. Hoje, José Sócrates sentiu-se na obrigação de assumir pessoalmente o papel de papagaio. Para justificar o desastre, invocou a estafada situação internacional e, fundalmente, a alteração metodológica na recolha de dados. Como solução, apresentou as Novas Oportunidades. Ora, deixando de lado as percentagens e a sua evolução, o número oficial absoluto de 700.000 desempregados, esmagador como é, aí está. E a falta de resposta credível também. Ao esconder-se atrás do método, Sócrates associa à incompetência na governação uma tremenda falta de vergonha e de respeito por todos aqueles que sofrem na situação de desemprego. O malabarismo estatístico torna-se um número insuportável quando é apresentado a uma plateia que já só pode trincar os ossos de meio frango. Todos sabemos que o caminho de Sócrates jamais se cruzou com o percurso da realidade. Perante atitudes como esta, percebemos também que esse mesmo caminho está, cada vez mais, muito para além da linha de fronteira que marca o início do território da indignidade.

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

"A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para o valor recorde de 12,4% no primeiro trimestre de 2011"

Em 2005, Sócrates dizia que uma taxa de desemprego de 7,1% era "bem a marca de uma governação falhada". Desde que ele governa, o desemprego subiu mais de 5%, atingindo seguramente 700 mil Portugueses.

E não venha com a ladaínha da crise, para justificar a sua criminosa incompetência e impreparação, que não me parece que a maioria dos restantes países da Europa tenha uma taxa de desemprego superior à que ele nos deixa...

É também esta mentira permanente, este descaramento sem limites que vai ser julgado a 5 de Junho.

Correr com Sócrates tornou-se um acto de higiene pública.

quarta-feira, 18 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

A taxa de desemprego saltou de 11,4 para 12,4 por cento. E subiu a fatia dos desempregados que procuram um novo emprego sem receber qualquer subsídio de desemprego. No primeiro trimestre de 2011, eram 54 por cento desse grupo quando no trimestre anterior eram tidos como sendo 48 por cento.

Ainda não se conhece inteiramente por que razão técnica os "novos" números do mercado de trabalho sofreram esta evolução. Mas possivelmente tem que ver com as lacunas dos números anteriores.

Em Janeiro passado, os responsáveis do INE já tinham alertado para as alterações. Apesar da perturbação que cria sempre uma quebra de série - por impedir a comparabilidade dos números históricos -, a alteração foi tida como "necessária", à semelhanças das ocorridas em 1983, 1992 e 1998. Alegou-se que era algo que já estava em estudo desde 2006 e que seria menos intrusivo para a vida das famílias inquiridas por ser feita por telefone. Isso reduziria os tempos de recolha e, por isso, diminuiria em 40 por cento os custos para o INE (800 mil euros anuais). Mas também uma melhoria das taxas de resposta: dos actuais 60-70 para 80 por cento.

Ontem, a nota do INE descreveu a nova metodologia: "A primeira entrevista é feita presencialmente e as cinco inquirições seguintes por telefone", quando a familía inquirida o autorizar. Nada mais muda, nomeadamente "os objectivos, periodicidade, amostra, esquema de rotações, classificações, conceitos e idade de referência da população activa".

Mas se assim é, como é possível que apenas uma forma diferente de inquirição à mesma amostra resulte numa descida de quase 80 mil pessoas empregadas (de 4945,7 para 4866 mil) e uma subida de 55,6 mil desempregados (de 633,3 mil para 688,9 mil), fazendo a taxa de desemprego saltar um ponto percentual? O INE não soube esclarecer esta dúvida do PÚBLICO. A resposta que enviou repetiu a metodologia descrita.

Recibos verdes são 129 mil

Quando é alterada a metodologia, verifica-se uma quebra da série histórica e os números deixam de ser comparáveis com os do passado. O INE comprometeu-se a assegurar a comparabilidade com os dados passados, mas ontem só foi fornecido o número de empregados, dos desempregados e a taxa de desemprego estimada com as duas metodologias. Por isso, apenas é possível traçar a nova fotografia do mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2011.

Dos 5554,8 mil activos (menos 0,4 por cento que no mesmo período de 2010), havia 688,9 mil desempregados (mais 6,9 por cento de variação homóloga). Daqui resulta uma taxa de desemprego de 12,4 por cento, muito próxima já dos 13 por cento estimados pela Comissão Europeia para 2012.

quinta-feira, 19 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

A subida do número de desempregados situa-se sobretudo no escalão mais jovem. "Antes", no quarto trimestre de 2010, havia 95,5 mil desempregados até 24 anos; "agora", passou-se para 123,9 mil. A taxa de desemprego entre os jovens passou de 23 para 27,8 por cento. Mas o "novo" desemprego pesou também entre os desempregados com idades entre 35 e 44 anos - de 139,4 mil para 160,4 mil.

Os desempregados de longa duração são já 53 por cento do universo. Dos que procuram um novo emprego, são mais de 56 por cento os que o esperam há mais de um ano, mas apenas 46 por cento deles recebe subsídio de desemprego. Mas caso se conte com os que procuram um primeiro emprego, então apenas 31 por cento dos desempregados recebe subsídio. Haverá ainda que contar com 173,9 mil pessoas que gostariam de trabalhar mais horas. Esse "subemprego visível" situou-se em 3,6 por cento.

Mas a fotografia dos que tinham emprego não parece ter melhorado. Até 2010, os números estimados pela anterior metodologia mostravam que, de Junho de 2008 ao final de 2010, a crise "fechou" 262 mil postos de trabalho no sector não público, enquanto o emprego no Estado subiu até 42 mil pessoas. No primeiro trimestre de 2011, o emprego caiu 1,3 por cento face ao mesmo período de 2010.

Não há base de comparação, mas Portugal ainda era um país essencialmente de serviços. Mais de 62 por cento dos empregados trabalhavam nos serviços. A maioria estava no comércio (23 por cento), na educação (12,6 por cento), saúde e apoio social (11,6 por cento) e na administração pública (10,3 por cento). Havia apenas 17 por cento na indústria e 9,2 por cento na construção, contra dez por cento na agricultura e pescas.

A maior fatia - 62 por cento - tinha o ensino básico. A esses, soma-se os que tinham o ensino secundário - 19 por cento. A mão-de-obra jovem é diminuta - 6,6 por cento. A maior fatia tinha idades superiores a 45 anos - 41,8 por cento. Uma matriz de habilitações que não protege do desemprego.

Os trabalhadores por conta de outrem representavam 78 por cento do total de 4,866 milhões de empregados. Cerca de 22 por cento tinham um contrato a prazo. E, entre esses, havia 129 mil que eram prestadores de serviços (como os falsos recibos verdes).

João Ramos Almeida
In:PÚBLICO

quinta-feira, 19 maio, 2011  
Anonymous Luís V. disse...

Os dados do INE conhecidos na passada quarta-feira mostram que há 688,9 mil pessoas em Portugal que estão desempregadas, o que equivale a uma taxa de desemprego de 12,4 por cento. Não é muito, é pior do que isso: é simplesmente demasiado.

E infelizmente a tendência é para aumentar ainda mais, pelo menos ao longo deste ano e do ano que vem.

É certo que este valor, referente ao primeiro trimestre, decorre de uma nova metodologia no inquérito do emprego. Agora, a recolha da informação passou a ser feita através de um modo de recolha misto (a primeira entrevista é presencial, em casa, e as seguintes são por telefone), quando até aqui eram apenas presenciais. Mas quando se fazem alterações em áreas como esta, só posso acreditar que a mudança foi para melhor, isto é, com mais fiabilidade.

E caso a metodologia antiga fosse mantida, os números também sofreriam um agravamento: haveria 633,3 mil desempregados, equivalente a uma taxa de desemprego de 11,4 por cento. De uma forma ou de outra, são historicamente elevados.

Uma análise rápida permite verificar o seguinte:

- A taxa de desemprego dos jovens está nos 27,8 por cento (mais de um em cada quatro estão sem trabalho).

- Dos desempregados, 30,3 por cento tinham 45 ou mais anos.

- 67,4 por cento destes 688,9 mil não têm mais do que o terceiro ciclo de escolaridade (e muitos deles nem isso, havendo muitos apenas com a quarta classe).

- E 365,2 mil pessoas estão sem emprego há um ano ou mais (pelo que os desempregados de longa duração já são 53 por cento do total).

Estes são os números, que não mostram rostos, anseios, medos, desesperanças ou expectativas. Mas mesmo dos números pouco se tem falado, e de forma séria, na campanha política. O que é estranho. São desempregados, mas pelo menos ainda votam. E o próximo Governo terá não só de lidar com grande parte da população sem trabalho, como será obrigado a introduzir medidas que irão penalizar quem recebe o subsídio de desemprego, seja em termos de valor, seja em termos de duração do apoio.

O discurso subjacente ao documento da troika é que menos apoios obrigam a encontrar um emprego de forma mais rápida. Uma teoria que tem várias falhas, seja porque a esmagadora maioria não é formada por malandros que não querem trabalhar, seja porque a criação de emprego não depende apenas de quem ficou sem trabalho, mas sim da abertura de vagas pelos empregadores.

Olhando para os números do desemprego de longa duração, para a escolaridade dos que estão sem trabalho e para as idades, é fácil de verificar que temos aqui um problema grave, com tendência a piorar. Quando a economia começar, finalmente, a crescer, e partindo do princípio que vão logo contratar (algo que não se está a verificar nos Estados Unidos), quem é que as empresas vão chamar? Dificilmente será um homem ou uma mulher com 50 anos, desempregados há mais de ano e meio, com sete anos de escola e alguns trinta de movimentos rotineiros numa fábrica ou num escritório.

Implementar as novas regras dos subsídios (ao mesmo tempo que se penalizam as reformas, com destaque para as antecipadas) sem debater a fundo questões como a mudança das funções e do desempenho das acções de formação e de empregabilidade do IEFP é condenar milhares à pobreza e à infelicidade.

É urgente, por exemplo, uma melhor acção de prospecção de empregabilidade a nível regional, maior interacção com as empresas, mais amplitude e liberdade de escolha nas acções de formação, e mais apoios, mesmo que apenas técnicos, para a criação do próprio emprego.

Deixar as coisas como estão é que é algo impensável, e quero acreditar que os políticos não vão ser malandros. Que, em vez disso, irão estudar e trabalhar em tudo o que pode e deve ser feito nestas áreas, e não apenas cortar nos apoios financeiros.

quinta-feira, 19 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

que vergonha este vosso blog. Não sou de Portalegre, mas estudei sempre aí, sou de um concelho vizinho. Vocês deitam todos(as) a baixo seja verdade ou não....o que referem em relação a certas pessoas olhem talvez para a vossa vida e deixem as pessoas em paz, cada um faça da sua vida o que quizer....Ele são ataques aos politicos, ao hospital, professores(Pedro Borges) quem é? vocês falam tanto nele que gostava de saber quem é...ponham a foto... Já pensaram que podem precisar um dia de quem hoje estão a deitar a baixo e aí nâo sentem remorços por aquilo que de mau têm feito? Não têm. Parece impossivel como deixam um blog desta natureza estar a funcionar. Como é possivél em Portalegre haver tão má língua?

terça-feira, 31 maio, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Passagem do ano no bar Gémeos??
Estes gajos querem controlar a nossa pequena cidade... Embora frequentado por "lavradores ricos" é um sitio agradavel, onde se pode conversar... Enfim mini-império nesta "mini-cidade"...

domingo, 30 dezembro, 2012  

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