segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FALIDAS HÁ MUITO TEMPO...

Orçamento do Estado atira 103 câmaras para o 'vermelho'

Sem terem somado um euro à dívida, um terço dos municípios do país ficam por via administrativa em situação de endividamento excessivo. Clique para visitar o dossiê Orçamento do Estado 2012

Imagine que entra numa autoestrada e, apesar da pressa, nunca ultrapassa os 120 km/h. Porém, ao chegar ao destino é autuado por excesso de velocidade. Ante a sua surpresa, um polícia explica-lhe que a meio da viagem o Código da Estrada foi alterado, tendo o limite máximo ficado, por exemplo, nos 60 km/h.



Uma história arrevesada?

Certamente, mas uma coisa parecida está a acontecer a um terço das 308 Câmaras municipais, segundo dados da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a que o Expresso teve acesso.

Sem terem aumentado a dívida pública, de repente 103 autarquias com as contas em ordem ficaram em incumprimento. Significa que em 2012 terão de pagar faturas adicionais, com que não contavam.

Culpa é do novo Orçamento

Para o fazerem, esses municípios terão de subtrair a verba a outros fins. E caso o não façam, o poder central cortará no ano seguinte a transferência de montante equivalente.

As Câmaras agora no vermelho juntam-se às 76 que já estavam acima dos limites de endividamento - e por lá vão continuar, mas com mais encargos por liquidar.

Tudo acontece por causa do Orçamento do Estado para o próximo ano, que fixa novo limite ao endividamento das autarquias: passou de 125% do montante de um conjunto de receitas (entre elas impostos municipais e transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro) para 62,5% desse total.

Municípios em endividamento excessivo por causa do OE de 2012
Albufeira, Alcochete, Aljustrel, Almeida, Alvaiázere, Amares, Angra do Heroísmo, Arcos de Valdevez, Arganil, Arraiolos, Arruda dos Vinhos, Avis, Azambuja, Barcelos, Barrancos, Barreiro, Beja, Bombarral, Cabeceiras de Basto, Câmara de Lobos, Caminha, Cantanhede, Carrazeda de Ansiães, Castro Daire, Chamusca, Chaves, Entroncamento, Estarreja, Estremoz, Évora, Ferreira do Alentejo, Ferreira do Zêzere, Funchal, Golegã, Gondomar, Gouveia, Grândola, Guarda, Horta, Lagos, Lisboa, Lousã, Madalena, Maia, Manteigas, Mértola, Mira, Miranda do Corvo, Moita, Monção, Monforte, Nisa, Óbidos, Odivelas, Olhão, Oliveira de Frades, Oliveira do Bairro, Ourém, Palmela, Paredes de Coura, Penafiel, Penela, Peniche, Peso da Régua, Pinhel, Ponta do Sol, Ponte da Barca, Porto de Mós, Porto Moniz, Póvoa de Lanhoso, Póvoa de Varzim, Ribeira de Pena, Rio Maior, Sabugal, Santa Maria da Feira, Santa Marta de Penaguião, Santarém, Santiago do Cacém, São João da Pesqueira, São Pedro do Sul, Santiago do Cacém, Serpa, Sertã, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sobral de Monte Agraço, Soure, Sousel, Tomar, Valença, Valpaços, Velas, Vidigueira, Vila de Rei, Vila do Bispo, Vila do Conde, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Paiva, Vila Praia da Vitória, Vila Real de Santo António, Vila Verde e Vila Viçosa.

Municípios com endividamento excessivo agravado pelo OE de 2012
Alandroal, Alcanena, Alenquer, Alfândega da Fé, Alijó, Alpiarça, Ansião, Aveiro, Borba, Calheta (Açores), Castanheira de Pera, Castelo de Paiva, Celorico da Beira, Celorico de Basto, Espinho, Faro, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fornos de Algodres, Freixo de Espada à Cinta, Fundão, Ílhavo, Lagoa (Açores), Lajes do Pico, Lamego, Loulé, Lourinhã, Macedo de Cavaleiros, Machico, Mangualde, Marco de Canaveses, Meda, Melgaço, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mirandela, Moimenta da Beira, Mondim de Basto, Montemor-o-Velho, Mourão, Murça, Nazaré, Nelas, Nordeste, Oliveira de Azeméis, Ourique, Paços de Ferreira, Penamacor, Portalegre, Povoação, Reguengos de Monsaraz, Ribeira Grande, Santa Comba Dão, Santa Cruz, Santana, São Roque do Pico, Sardoal, Seia, Sines, Tábua, Tabuaço, Tarouca, Torres Novas, Torres Vedras, Trancoso, Trofa, Vagos, Vale de Cambra, Valongo, Vendas Novas, Vila Franca do Campo, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Poiares, Vizela e Vouzela.

Paulo Paixão
Expresso



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segunda-feira, 13 de junho de 2011

JOSÉ FERNANDO MATA CÁCERES PEDE A DEMISSÃO DE PRESIDENTE DO MUNICÍPIO DE PORTALEGRE


O presidente do município de Portalegre, José Fernando Mata Cáceres, eleito nas listas do PSD, anunciou hoje, durante a reunião ordinária do executivo municipal, que vai cessar funções, por razões de natureza pessoal.

Fonte do gabinete de comunicação do município disse à Agência Lusa que a decisão de José Fernando Mata Cáceres, eleito pelo PSD como independente e a cumprir o terceiro mandato, esta foi uma decisão muito ponderada e pensada de forma a não prejudicar a cidade e a garantir o bom funcionamento da autarquia

O executivo da Câmara Municipal de Portalegre é composto por três eleitos do PSD, outros três do PS e um da CDU. De acordo com a mesma fonte, José Fernando Mata Cáceres vai, agora, gozar um período de férias, aproveitando este tempo para executar a transição de dossiers para o novo executivo.

A presidência da Câmara Municipal de Portalegre passa para as mãos da vice-presidente do município, Adelaide Teixeira (PSD), entrando também para o executivo municipal Nuno Santana (PSD) que ocupou nas últimas eleições autárquicas o quarto lugar nas listas dos social-democratas.

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

PLÁGIO?



Já depois de publicado o presente post e através de um comentário, tomámos conhecimento do blogue : Em Portalegre - PLÁGIO , o qual recomendamos vivamente a leitura para melhor poder acompanhar este caso de plágio.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

SER E NÃO SER ROTUNDA...

terça-feira, 24 de março de 2009

DISTRACÇÃO??? (II)

Processo da derrocada na Rua 5 de Outubro - Meira Soares entrega pedido de penhora dos Paços do Concelho




Meira Soares, cujos pais faleceram há seis anos na derrocada de uma casa na Rua 5 de Outubro, entregou no Tribunal um pedido de penhora judicial dos Paços do Concelho, uma vez que a autarquia ainda não lhe pagou a indemnização devida nos termos do acordo judicial.

Mata Cáceres, por seu turno, convocou uma conferência de imprensa para esclarecer todo este processo, e na qual apresentou uma cópia da ordem de pagamento emitida ao jurista António Berenguel "que comprova que a Câmara pagou essa importância".

No dia 16 de Abril de 2003, na sequência da derrocada do prédio em que viviam, os pais de Virgílio Meira Soares morreram. O casal, com perto de 80 anos, vivia com a empregada Maria José Gavancha numa casa arrendada, na Rua 5 de Outubro. No espaço contíguo, onde havia um imóvel entretanto demolido, estavam em curso, com licença camarária, as escavações necessárias à construção de um novo prédio. Durante a noite, subitamente, a residência do casal desmoronou-se e ambos morreram. A empregada escapou com ferimentos.

Processados por negligência, os vários responsáveis da obra que terá causado o desastre acabaram por ser absolvidos, uma vez que o crime não foi considerado provado. Paralelamente, Meira Soares apresentou uma acção contra a Câmara de Portalegre, reclamando uma indemnização por considerar que a autarquia tinha sido co-responsável pelo que aconteceu, enquanto licenciadora e fiscalizadora da obra.

Em Julho de 2007, o professor universitário e a empregada dos pais chegaram a um acordo com toda as partes: Câmara, dono da obra, empreiteiro, autor do projecto, técnico responsável pela execução e um fiscal camarário. Nos termos desse entendimento, Meira Soares receberia um total de 70 mil euros, sendo 33.727 euros da responsabilidade do município e o restante dos particulares. Quanto à outra vítima, o acordo homologado pelo juiz, e transitado em julgado logo a seguir, determinava que a autarquia lhe pagaria 4818 euros e as outras partes um valor próximo deste.

No entanto, Meira Soares confessa que apenas recebeu da Câmara "14.636 euros" (conforme comprova o documento que aqui publicamos), enquanto que à empregada dos pais foram entregues 2090 euros. "A Câmara acordou com um determinado valor de indemnização que não cumpriu na sua totalidade. Tenho um recibo que prova que recebi uma parte do dinheiro e não tudo. Falta receber cerca de 19 mil euros e é um direito meu receber o valor decidido em Tribunal.", revelou ao Fonte Nova o ex-reitor universitário.

Meira Soares entregou, por essa razão, um pedido de penhora judicial da sede do Município, no Tribunal Judicial de Portalegre, no dia 17 de Março. O pedido é também subscrito por Maria José Gavancha, a quem, segundo o requerimento ao qual o nosso jornal teve acesso, a autarquia deve ainda 2.727 euros.

"A decisão não foi tomada de cabeça quente", admitiu Meira Soares que garante que tentou contactar a autarquia para que esta saldasse a dívida. Assim, "ao longo do último ano e meio a Câmara foi avisada, através do seu advogado, de que havia que pagar o resto. O resultado foi nulo. Em Agosto de 2008, manifestei o meu desagrado público no vosso jornal. Não houve reacção da Câmara. Em Fevereiro de 2009, a Câmara foi avisada de que, se não pagasse o que devia, até ao dia 15, haveria lugar a pedido de penhora. Nem resposta deu", justificou Meira Soares, concluindo que a autarquia portalegrense "teve todas as possibilidades de evitar esta situação humilhante e politicamente explosiva". No seu entender, "por pura incompetência (não posso afirmar que é má-fé, por falta de provas) ignorou todos os avisos".

Indignado com a demora na resolução deste processo, o docente ainda declarou que "já bastou não terem tomado os devidos cuidados para os meus pais não morrerem naquelas circunstâncias e ainda por cima tenho de esperar que alguém da Câmara resolva pagar aquilo que me devem. Tenho mais que fazer. Há seis anos que ando com esta coisa por cima da minha cabeça. Estou farto".

Mata Cáceres desmente penhora
"Resolvia-se com um telefonema. Há política nisto"


"A Câmara pagou o valor da indemnização (57.500 euros) determinado pelo Tribunal a António Canedo Berenguel (jurista encarregue pelo Tribunal para a distribuição da verba)", afirmou Mata Cáceres, em conferência de imprensa, realçando que, desde a primeira hora, a autarquia se disponibilizou para solucionar este processo o mais rápido possível. "Como consequência de alguns ganhos de operacionalidade relativamente à casa caída e que vitimou aquelas pessoas, acabámos por ajudar a viabilizar um acordo", recordou, salientando que o imóvel (que a autarquia acordou, em Tribunal, adquirir por 75 mil euros) está neste momento num processo aquisitivo para ser englobado no projecto de recuperação de casas degradadas para habitação social.

Com uma cópia da ordem de pagamento efectuada a António Berenguel, datada de 20 de Fevereiro de 2008, o autarca frisou que "ele administrou essa verba paga em moldes tais que acabou por não ter sido integralmente paga a Meira Soares e à empregada dos pais como julgávamos, o que deu origem a toda esta confusão". Assim, conclui que "a Câmara pagou e o destinatário não recebeu", dado que "parte da verba que demos para pagar as indemnizações foi canalizada para pagar a casa", casa essa que a autarquia ainda não tem em seu poder.






No entanto, Mata Cáceres lamenta que o professor universitário tenha conduzido esta situação até aos meios de comunicação social. "O que não faria com toda a certeza era ir por uma via desta natureza, suscitando a ideia de que a Câmara ia ser penhorada, quando este processo, na minha opinião, se tinha resolvido e clarificado com um telefonema. Cheira-me que aqui há outras situações. Eu também já perdi os meus pais e uma das coisas que nunca me passaria pela cabeça era utilizar uma qualquer situação relacionada com a sua morte para qualquer outro fim", declarou o edil portalegrense.

"Choca-me que estamos na época em que estamos, e que este processo é aproveitado não no sentido de resolver, mas mais para provocar esta situação", declarou Mata Cáceres, admitindo que "não tenho dúvidas nenhumas de que há política nisto. A época é a que é. Não sou eu que quero tirar partido desta situação, porque não fui eu quem telefonou ao jornalista", mas "choca-me um bocado que a política chegue a este nível e que as coisas aconteçam desta maneira".

Garantindo que toda esta situação "não me tira o sono", o autarca sublinhou que "a Câmara não está em eminência de ir à falência por causa disto" e que "a importância disto é um título de jornal e a fotografia do presidente da Câmara de Portalegre, tudo o resto é fantasia".


Professor e autarca ainda não falaram

Até ao momento, Mata Cáceres ainda não contactou com o professor Meira Soares, mas confessou que não irá desperdiçar uma conversa com ele. "Ainda não consegui falar com o professor, ainda não fui capaz de lhe ligar e porque a partir de um determinado momento também já me sinto tocado por esta situação, mas não vou dispensar uma conversa com ele, porque não gosto de assobiar para o lado em coisas de determinada natureza", admitiu.


"Há um anúncio no jornal"

Garantindo que na Câmara de Portalegre ainda não deu entrada nenhuma acção de penhora, Mata Cáceres considera que "há um anúncio num jornal". Na sua opinião, "não há mais do que uma intenção de provocar um título neste jornal (Público). Isso choca-me um bocado. Também já perdi os meus pais e o que não me passa pela cabeça é criar um facto à volta de situações deste tipo, ainda por cima eu que até sou contemporâneo do professor, estudei com ele no Liceu e conhecemo-nos bem".

Meira Soares afasta razões políticas e admite processar Mata Cáceres

Contactado pelo nosso jornal, Virgílio Meira Soares declarou que a repartição do valor da indemnização "é um problema entre a Câmara e o advogado", pois a única coisa que deseja é ver este processo, que já se arrasta há seis anos, terminado. "A Câmara de Portalegre deve-me a verba já referida pelos jornais e isso é que conta, sem interessar quem estava encarregado de fazer a divisão. Isso é um problema que me ultrapassa. O Tribunal decidirá. E se a decisão me não agradar, pode a Câmara ficar, desde já, ciente de que recorrerei até ao limite - o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Perante o "calote", nada tenho a perder", confessou.

Indignado com a afirmação do edil de Portalegre de que esta história terá interesses políticos, Meira Soares considerou falsa essa expeculação "porque estou afastado da política desde 1996". E acrescentou: "estou-me nas tintas para a política. Fosse o partido que fosse estava-me nas tintas, quero é que a justiça seja respeitada. Se imaginavam que isto era política tivessem cumprido as suas obrigações, tivessem lido as cartas e o artigo publicado no Fonte Nova e isso não fizeram".

Assim, Meira Soares revelou que poderá levantar um processo contra Mata Cáceres. "Não quero que me ofendam e se o presidente da Câmara continua com isto leva com um processo-crime em cima por me estar a difamar", disse.

Meira Soares enviou também uma carta ao presidente da Assembleia Municipal de Portalegre, na qual recusa qualquer ligação entre a política e este processo. "Os motivos que me moveram não estão relacionados com qualquer interesse político-partidário, resultando, única e simplesmente, de fazer valer um direito do foro pessoal que tem sido violado desde há mais de um ano e meio, e que resulta de circunstâncias trágicas, como é sabido", pode ler-se no documento, onde o professor diz ainda que "a penhora requerida em ano eleitoral, se é preocupante para quem ocupa os lugares executivos, só resulta de, pelo menos, falta de responsabilidade política".

Apesar de estar afastado da política há vários anos e de reafirmar que não o movem razões políticas, Meira Soares admitiu que "espero que não me obriguem a regressar a qualquer actividade desse tipo, pela negativa".


Advogado distribuiu verba "proporcionalmente"

Em Julho de 2007 ficou acordado em Tribunal que a Câmara de Portalegre ficaria, em relação a este processo, com uma responsabilidade de 132.500 euros a ser repartidos 75 mil pela aquisição da casa e 57.500 a título de indemnização. "Estes valores deveriam ter sido liquidados passados poucos meses da data do acordo, ainda em 2007. Em Abril de 2007, a Câmara tinha um orçamento aprovado e não tinha previsto esta situação. Então foi já no princípio do ano de 2008 que a Câmara pagou o montante referente às indemnizações, valor que foi entregue ao advogado incumbido de fazer a distribuição do dinheiro. Ficámos descansados das indemnizações", revelou o vereador António Biscainho. Acrescentou ainda que, neste momento, a autarquia está em "incumprimento" relativamente a 75 mil euros que dizem respeito à aquisição do prédio. "A transacção ainda não foi feita porque ainda não recebemos o prédio", justificou.

O vereador declarou ainda que "o advogado entendeu distribuir a verba proporcionalmente, foi um critério seu que não conhecíamos". Assim, "parte da verba também já foi utilizada para pagar parte da casa que vamos adquirir, daí que o dinheiro acabou por não ter sido entregue a todos", acrescentou.


Catarina Lopes
FONTE NOVA

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quarta-feira, 18 de março de 2009

DISTRACÇÃO???

Câmara ainda não pagou indemnização devida nos termos de acordo judicial
Sede do município de Portalegre pode ser penhorada por dívida a ex-reitor universitário




Os Paços do Concelho de Portalegre foram ontem objecto de um pedido de penhora judicial, por iniciativa de um antigo reitor da Universidade de Lisboa, Meira Soares, ao qual o município deve cerca de 19 mil euros. O pedido é também subscrito por uma antiga empregada dos pais daquele docente, falecidos após a derrocada da casa em que residiam, à qual a câmara deve 2 727 euros.

A origem de ambas as dívidas prende-se com o acidente que vitimou os pais de Meira Soares em 16 de Abril de 2003. O casal, com perto de 80 anos, vivia com a empregada numa casa arrendada, no centro histórico de Portalegre. No espaço contíguo, onde havia um imóvel entretanto demolido, estavam em curso, com licença camarária, as escavações necessárias à construção de um novo prédio. Durante a noite, subitamente, a residência do casal desmoronou-se, morrendo ambos, enquanto a empregada escapava com ferimentos.
Processados por negligência, os vários responsáveis da obra que terá causado o desastre acabaram por ser absolvidos, uma vez que o crime não foi considerado provado. Paralelamente, Meira Soares pôs uma acção contra a câmara, reclamando uma indemnização por considerar que a autarquia tinha sido co-responsável pelo que aconteceu, enquanto licenciadora e fiscalizadora da obra.
Já em Julho de 2007, o ex-reitor e a empregada dos pais chegaram a um acordo com toda as partes: câmara, dono da obra, empreiteiro, autor do projecto, técnico responsável pela execução e um fiscal camarário. Nos termos desse entendimento, Meira Soares receberia um total de 70 mil euros, sendo 33.727 euros da responsabilidade do município e o restante dos particulares. Quanto à outra vítima, o acordo homologado pelo juiz, e transitado em julgado logo a seguir, determinava que a autarquia lhe pagaria 4918 euros e as outras partes um valor próximo daquele.
Segundo se diz no requerimento entrado em tribunal ontem, o município pagou apenas uma parte daqueles valores, mais concretamente 14.630 euros a Meira Soares e 2090 à empregada. Razão pela qual ambos pediram a penhora da sede do município, penhora essa que poderá ser concretizada de imediato, uma vez que a obrigação de pagamento resulta de uma decisão judicial.
O antigo reitor, que entre 1989 e 1993 foi presidente da Assembleia Municipal de Portalegre (PS), adiantou ao PÚBLICO que a parte da dívida relativa aos particulares, 36.272 euros no seu caso, foi integralmente saldada em Outubro de 2007, respeitando a dívida apenas ao município. Meira Soares diz que a autarquia lhe pagou o valor recebido de uma única vez, mas já depois de os particulares terem pago a totalidade.
Após esse pagamento, a sua advogada lembrou repetidamente a dívida e em Agosto o próprio escreveu um artigo num jornal local, o Fonte Nova, onde afirma que a câmara ia passar por “uma grande vergonha” se não pagasse. Já este ano a advogada comunicou ao município que avançaria com a penhora se o pagamento não fosse feito até ao passado dia 15 de Fevereiro. “Não foi e eu achei que já chega”, concluiu Meira Soares.

“Distracção”
“Só pode haver aqui alguma distracção, ou mal-entendido”, diz José Mata Cáceres, presidente da Câmara de Portalegre. O autarca, independente eleito nas listas do PSD, diz que “estava completamente convencido” de que a indemnização estava paga. “É uma coisa que não me passa pela cabeça que não tenha sido resolvida, muito menos com o professor Meira Soares e muito menos pela situação em que tudo aconteceu”, acrescenta Mata Cáceres. Hoje, contactado pelo PÚBLICO, disse não ter ainda uma explicação para a falta de pagamento.


18.03.2009
22h20
José António Cerejo

Jornal Público

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terça-feira, 17 de março de 2009

NAS ÚLTIMAS FOI 6 - 1.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

OS HABITANTES DESTE CONCELHO DE PORTALEGRE ESTÃO A SER ROUBADOS , PELOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE PORTALEGRE = CÂMARA MUNICIPAL DE PORTALEGRE

Chama-se à atenção de todos os frequentadores deste tasco para a :


FACTURA DA ÁGUA

DO

MÊS DE JANEIRO DE 2009!!
!


Vem com um aumento

de em alguns casos

de mais de


50% .

Comparem a que receberam hoje na caixa do correio com a de há um ano…



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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

DO CORREIO...

A propósito deste post :

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO DE PORTALEGRE

Há uns dias fui tratar de uns assuntos simples ao município de Portalegre.
Pensava eu que eram assuntos simples mas afinal fiquei chocado com o que se passa naquele serviço de atendimento.
Depois de um longo período de espera... e quando digo longo foi longo mesmo longo, lá fui chamado por uma miúda simpática e esforçada mas que não me conseguiu resolver o problema.
Pedi para falar com a responsável (o tempo a passar) e lá apareceu uma menina um pouco mais velha que me chamou tudo e mais alguma coisa, até me mandou calar.
Indignado com tal falta de educação pedi de imediato para falar com o chefe dela.
Foi-me apresentada uma suposta chefe de divisão de aspecto jovem e pelos vistos com poucos neurónios e quanto mais subia na hierarquia mais baixo era o nível.
Deixei uma Sugestão/Reclamação num formulário próprio mas com poucas linhas que me foi dado pela chefe de divisão de uma forma bastante arrogante.
Soube depois em conversa de café que as sugestões que não agradam vão directamente para o lixo.
Tudo isto me deixa indignado e profundamente chocado porque eu ainda sou do tempo em que havia respeito pelas pessoas, principalmente pelas pessoas mais velhas.
Hoje em dia tudo isto se perdeu e é muito triste ver o eng. Mata Cáceres (em que eu votei mas não volto a votar) nomear pessoas destas para estarem a frente dos serviços.
Portalegre merece um bocadinho mais e melhor.
António Silva

Recebemos o seguinte e-mail:

Boa noite
Senhor(a) Administrador(a) do
Blogue “Em Portalegre Cidade do Alto Alentejo”

Sendo eu a Chefe de Divisão do Serviço de Atendimento do Município de Portalegre e tendo sido alertada para o facto de no blogue “Em Portalegre Cidade do Alto Alentejo” se encontrar uma notícia intitulada “Atendimento no Município de Portalegre”, relativa ao Serviço de Atendimento e supostamente enviada por alguém de nome António Silva, verifiquei, como é minha obrigação, se a mesma tinha algum fundamento, uma vez que a situação descrita não se passou nem comigo, nem com a responsável do respectivo Serviço (esta notícia encontra-se ainda com natureza de comentário na notícia intitulada “Os melhores do mundo e os piores, onde constam, também, outros comentários depreciativos). A notícia em questão é falsa e de tal facto posso fazer prova judicialmente, uma vez que não foi registado no Município nenhum atendimento em nome de António Silva, nem o mesmo fez qualquer reclamação por escrito, nem nos boletins de sugestões, nem como deveria ter sido o caso, se fosse verdadeiro, no livro de reclamações disponível para o efeito.

Há cerca de 1 semana atrás apareceu um comentário a meu respeito no blogue “Em Portalegre Cidade”, de carácter ofensivo e depreciativo, verificando agora que não foi um caso isolado, uma vez que aparece, também, esta notícia no vosso blogue, com comentários directos à minha pessoa, sendo que alguns referem expressamente o meu nome.

Na minha opinião, ambos os comentários foram colocados pela(s) mesma(s) pessoa(s).
Tenho pena que as pessoas usem os blogues para estes fins e não para debater ideias, formular opiniões ou relatar situações menos correctas, mas que sejam verdadeiras.

Entendendo os blogues como espaços de cidadania, especialmente numa situação como essa em que o tema de fundo consiste na vida de uma cidade, da nossa cidade, não me parece correcto que se aceite este espaço como um local onde se dê guarida a calúnias e vazão à expressão de frustrações de uma forma ofensiva para com os visados.

Embora aceite que as pessoas pensem e sintam o que muito bem entenderem, em face do exposto, solicito que seja eliminada do blogue a notícia em questão e os respectivos comentários (constantes nas duas notícias referidas), pois, para além de falsos, são ofensivos, não só para mim, como para as minhas colegas que trabalham no Serviço de Atendimento e para a própria Câmara Municipal.

O caminho escolhido pela pessoa ou pessoas que me estão a “atacar” é sem dúvida o mais fácil, uma vez que se escondem atrás do anonimato, próprio dos covardes, medíocres, mesquinhos e mal formados, pelo que irei apresentar queixa nos serviços do Ministério Público, do Tribunal Judicial de Portalegre.

Ao seu inteiro dispor para qualquer informação de que necessite, apresento os meus cumprimentos.



Teresa Narciso

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO DE PORTALEGRE


Há uns dias fui tratar de uns assuntos simples ao município de Portalegre.
Pensava eu que eram assuntos simples mas afinal fiquei chocado com o que se passa naquele serviço de atendimento.
Depois de um longo período de espera... e quando digo longo foi longo mesmo longo, lá fui chamado por uma miúda simpática e esforçada mas que não me conseguiu resolver o problema.
Pedi para falar com a responsável (o tempo a passar) e lá apareceu uma menina um pouco mais velha que me chamou tudo e mais alguma coisa, até me mandou calar.
Indignado com tal falta de educação pedi de imediato para falar com o chefe dela.
Foi-me apresentada uma suposta chefe de divisão de aspecto jovem e pelos vistos com poucos neurónios e quanto mais subia na hierarquia mais baixo era o nível.
Deixei uma Sugestão/Reclamação num formulário próprio mas com poucas linhas que me foi dado pela chefe de divisão de uma forma bastante arrogante.
Soube depois em conversa de café que as sugestões que não agradam vão directamente para o lixo.
Tudo isto me deixa indignado e profundamente chocado porque eu ainda sou do tempo em que havia respeito pelas pessoas, principalmente pelas pessoas mais velhas.
Hoje em dia tudo isto se perdeu e é muito triste ver o eng. Mata Cáceres (em que eu votei mas não volto a votar) nomear pessoas destas para estarem a frente dos serviços.
Portalegre merece um bocadinho mais e melhor.

António Silva

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

TRANSPARÊNCIA PÚBLICA

Mais de 57 mil euros e 311 ovelhas

José Mata Cáceres é engenheiro técnico agrário de profissão e presidente da Câmara Municipal de Portalegre, eleito pelo PSD.
Na declaração entregue este ano no Tribunal Constitucional apresentou rendimentos de trabalho dependente no valor de 57 018 euros e 8014 euros de pensões.
Além de um prédio urbano em Portalegre, o autarca declarou ainda um prédio urbano e sete rústicos em Nisa.
O autarca detém ainda 51 por cento do capital social da empresa Monforqueijo, situada em Monforte, e 20 por cento do capital social da sociedade Agro-Pecuária da Mata da Póvoa e Anexos, sediada em Castelo de Vide.
Possui ainda 537 acções do Agrupamento de Produtores Agrícolas e Florestais do Norte Alentejano (APAFNA), no valor cada uma de cinco euros.
José Mata Cáceres declarou também 311 ovelhas, 9 varrascos, 37 leitões, 19 bezerras, 11 carneiros e 20 porcas.
Correio da Manhã
26 de Novembro de 2008

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PORTALEGRE - CENTRO DE REALIDADE VIRTUAL



O ICT-VR (International Center for Technology in Virtual Reality) conta com um investimento de 7,5 milhões de euros e a parceria tecnológica da Sun Microsystems.
O projecto pretende ser uma âncora de suporte à criação e deslocalização de empresas que pretendam apostar em tecnologias emergentes.
O ICT-VR está para isso a criar um Instituto de Novas Tecnologias, com o apoio do POR-Alentejo e quer colocar as competências desenvolvidas ao serviço de um cluster nacional de tecnologias de realidade virtual e do desenvolvimento regional.
O Centro está sedeado em Portalegre e conta com diversos laboratórios, um show room vocacionado para testes e demonstrações, espaços para incubar projectos e empresas e uma sala de formação.
Como parceira tecnológica a Sun vai fornecer equipamento e tecnologia para o Centro de Realidade Virtual, nomeadamente 20 workstation Sun Ultra 40 M2, 5 workstation Sun Ultra 20 M e 1 Sun Blade 6000.

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ALENTEJO PROJECTA-SE NA REALIDADE VIRTUAL

Há quem ache que o desenvolvimento no Alentejo seja algo só possível em realidade virtual.

Mas há também quem não pense bem assim e defenda que a realidade virtual é a chave para o desenvolvimento da região.

Esta quarta-feira, foi apresentado em Portalegre o primeiro centro dedicado exclusivamente a este tipo de tecnologia, em Portugal. O objectivo é torná-lo num pólo dinamizador, que contagie o resto do país.

«É um centro que pretende divulgar, desenvolver e transferir tecnologia de realidade virtual, com o objectivo de ajudar a competitividade das empresas, instituições e regiões», disse Gastão Marques, em entrevista ao PortugalDiário (veja o vídeo), durante a apresentação do projecto. O director do ICT-VR (Internacional Center for Technology in Virtual Reality), responsável pelo desenvolvimento deste centro em parceria com a Sun Microsystems, explicou ainda que o centro irá funcionar «como uma âncora que ajude Portugal a ter um cluster [agrupamento de empresas de indústrias do mesmo tipo]», nesta área.

Em embrião desde Setembro de 2006, quando o ICT-VR iniciou na cidade alentejana as primeiras incursões no 3D, o novo projecto está prestes a receber instalações a estrear. Para já, as demonstrações apresentadas esta quarta-feira saíram da sala da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Portalegre, onde o ICT-VR tem a suas primeiras máquinas.


Complexo pronto no final de Novembro


A conclusão das obras da sede do centro está prevista para 30 de Novembro. Nessa altura, serão quase 1400 metros quadrados dedicados à criação de uma realidade que se projectará para fora de computadores, televisões, projectores e todo o tipo de gadgets que possam suportar imagens a três dimensões.

Entre outras valências, o complexo terá um laboratório motion capture, onde será possível, por exemplo, registar movimentos humanos para aplicar em jogos de computador. Haverá ainda vários laboratórios e um «show room», com 60 lugares, onde serão exibidas e testadas aplicações. Um espaço que poderá receber visitantes.

Quase Hollywood

Para já, a prioridade será o desenvolvimento de conteúdos, à semelhança dos que alimentam alguns dos ecrãs que Gastão Marques tinha atrás de si, durante a entrevista. Um deles permitia realizar vídeo-conferências com o interlocutor projectado fora do painel, outro possibilitava assistir a televisão a três dimensões e um terceiro parecia ter saído do filme «Relatório Minoritário», em que Tom Cruise, na pele de um polícia futurista, manuseava as imagens que emanavam de um painel de luz, numa série de gestos, quase demiúrgicos, através dos quais premeditava crimes antes deles acontecerem.

Em Portalegre ainda não se fazem previsões do futuro. Quanto à capacidade criadora, tem estado entregue a pouco mais de uma dezena de pessoas, mas o novo centro vai permitir a inclusão de mais. «Neste momento, a nível do ICT-VR, somos 12 pessoas a trabalhar, através da nossa rede de parceiros somos 20 a 25. Agora, quando o projecto arrancar em pleno vai-se alargar, penso que muito rapidamente, e para números expressivos», sublinhou Gastão Marques.

Hugo Beleza
PortugalDiário

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sábado, 11 de outubro de 2008

ESTE LIVRO DEVE ESTAR INCOMODAR MUITA GENTE DESTA CIDADE?


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Manuel

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

QUANDO SE REVOLVE ISTO?

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