segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O PORTALEGRENSE RUI CARDOSO MARTINS É O VENCEDOR DO GRANDE PRÉMIO DE ROMANCE E NOVELA

A obra Deixem Passar o Homem Invisível, de Rui Cardoso Martins, foi distinguida com o Grande Prémio de Romance e Novela Associação Portuguesa de Escritores/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (APE/DGLB), foi hoje anunciado.



Deixem Passar o Homem Invisível, editada pela Dom Quixote, foi a obra escolhida pela maioria dos membros do júri deste ano presidido por Eugénio Lisboa e constituído ainda por Luís Mourão, Luísa Mellid-Franco, Pedro Mexia e Serafina Martins. Apenas Eugénio Lisboa teve outra escolha para o galardão deste ano, tendo-se manifestado a favor de “O Chão dos Pardais”, de Dulce Maria Cardoso (Asa), avança a APE em comunicado.

A obra de Rui Cardoso Martins, que irá receber um prémio pecuniário de 15 mil euros, foi a escolhida entre as 85 a concurso. Deixem Passar o Homem Invisível é o 24º trabalho distinguido pela Associção Portuguesa de Escritores.

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RUI CARDOSO MARTINS


Rui Cardoso Martins nasceu em 1967, em Portalegre, e tirou o Curso Superior de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa.
É jornalista fundador do
Público, onde mantém a crónica “Levante-se o Réu” (Pública), das mais antigas da imprensa portuguesa, com dois prémios Gazeta de Jornalismo.
Como repórter cobriu, entre outros acontecimentos, o cerco de Sarajevo e Mostar, na Guerra da Bósnia, e as primeiras eleições livres na África do Sul.
Argumentista fundador e sócio das Produções Fictícias, é co-criador do programa satírico Contra-Informação, que escreve desde o primeiro episódio.
Foi co-autor de Herman Enciclopédia, escreveu para Conversa da Treta (rádio, televisão e teatro) e para o jornal Inimigo Público. Co-autor da série dramática Sociedade Anónima, da RTP. No cinema, é autor do argumento e guião originais da longa-metragem Zona J.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

UMA ESCOLA DE MERDA NA CIDADE DE PORTALEGRE



Alunos de escola de Portalegre protestam contra falta de climatização nas salas

Alunos da Escola Secundária Mouzinho da Silveira, em Portalegre, protestaram hoje à porta do estabelecimento de ensino e pelas ruas da cidade contra a falta de climatização nas salas de aulas.


Em declarações aos jornalistas, Humberto Chora, professor, mostrou-se “solidário” com os estudantes, uma vez que a escola foi recentemente remodelada, mas “não está a oferecer” as condições necessárias para os docentes e alunos. “Nós [professores] sentimos esta situação. Eu já tive alunos que sentiam muito frio e incapacidade para trabalhar porque as mãos estavam completamente geladas e houve também alunos que tiveram de abandonar as salas porque as condições não eram as ideais”, declarou.

Andreia Pereira, aluna do estabelecimento de ensino, explicou que aderiu ao protesto levado a cabo pelos colegas porque a “escola não tem condições”. “Os balneários têm água gelada e não temos fichas eléctricas para ligar os secadores de cabelo, nas salas de aulas chove e temos ar quente e frio ao mesmo tempo, entre outros problemas”, declarou. “Nós até chegamos a trazer mantas para a escola para estarmos tapados nas aulas. Por causa do frio que se faz sentir aqui, até ando um pouco doente”, revelou ainda a aluna.

Em declarações aos jornalistas, a directora da Escola Secundária Mouzinho da Silveira, Arlanda Gouveia, considerou que o protesto dos alunos “não faz muito sentido”, uma vez que o problema “começou” hoje a ser resolvido. “O protesto não faz muito sentido porque as condições começaram a ser alteradas. Desde Setembro até agora, já deveria ter sido feita alguma coisa, mas, efectivamente, temos aqui hoje o staff da parte das climatizações para resolver o problema”, sustentou.

Arlanda Gouveia revelou ainda que ponderou para hoje o encerramento daquele estabelecimento de ensino devido aos problemas relacionados com a climatização, mas recuou depois de obter a garantia, por parte do director Regional de Educação do Alentejo, de que o problema seria resolvido.

Com mais de 600 alunos, a Escola Secundária Mouzinho da Silveira foi recentemente reabilitada, num investimento que “ultrapassou largamente” os 4,5 milhões de euros, lembrou. Para o final da tarde de hoje está programada uma reunião entre vários agentes ligados à valência de climatização da escola, para que seja estabelecido um “prazo definitivo” para que o problema venha a ser ultrapassado.


LUSA

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PORTALEGRE CIDADE NO ANO DA GRAÇA DE 2009

Voltemos à cidade e a algumas reflexões que angustiam quem aqui nasceu...
Em primeiro lugar o espírito lagóia e uma das suas facetas: a admiração pelo estrangeiro e a de que a galinha da minha vizinha é sempre melhor que a minha.
Está a decorrer uma feira de Natal na Nerpor e, a avaliar pelos amigos comerciantes com que falei, os resultados são desastrosos como o prova a saída prematura de alguns comerciantes de fora de Portalegre e os dois(?) artigos que dois comerciantes meus conhecidos conseguiram vender.
Entretanto a caminho de Badajoz ou de Castelo Branco é um corropio de gente que, parece, se envergonha ou acha mais cool ou chique comprar fora de Portalegre.
É verdade que nem sempre o comércio local é o mais atractivo e faz o que tem a fazer...
Ainda ontem, junto ao Palácio da Justiça fui abordado por um automóvel de matrícula estrangeira cujos ocupantes procuravam dois conhecidos restaurantes da cidade, os únicos que queriam conhecer porque tinham sido indicados pela sua qualidade e pela relação preço/qualidade.
Acontece que, vindos do sul da cidade, tinham passado a vinte ou trinta metros de qualquer deles.
Não haverá dinheiro para umas placas que indiquem restaurantes ou outros locais de referência que qualquer estranho desespera por encontrar?

Por uma vez decidi fazer um reconhecimento, a pé,dos diferentes arruamentos e urbanizações daquilo que genericamente se costuma designar por Assentos.
Foi uma surpresa pois, a par de urbanizações recentíssimas, há jardins, ruelas , caminhos de terra batida e hortas num estilo próximo da Brandoa ou Reboleira pela sua desorganização.
Neste processo não há inocentes.
Há trinta ou quarenta anos começou-se um processo de alargamento da cidade, dito de urbanização, que transformou a cidade num caótico aglomerado de bairros e urbanizações que parecem semeadas ao sabor do vento...
Entretanto sugere-se a quem tem responsabilidades que faça o trajecto Assentos/casco histórico para ver, logo na Rua de Elvas, o resultado desta urbanização desenfreada, casas a cair, o abandono e a desertificação...

Para ajudar mais uma grande superfície se começa a construir no sul da cidade enquanto o casco histórico agoniza e se vão criando ilhas de abandono e desertificação.
Exemplos?
Esperamos para ver o que irá acontecer nos terrenos da Moagem ou dos antigos Lanifícios e qual o destino da Hotel D.JoãoIII.
Para quem ainda não percebeu como ultrapassar o problema sugerimos uma consulta aos estrategas do El Corte Inglés que constroem no centro das cidades, uma visita aos Le Printemps ou às Galerias Lafayette que ocupam zonas emblemáticas de Paris ou Berlim ou, para não ir mais longe, o que fazem algumas cidades portuguesas, como, por exemplo, a Guarda.
Como o mal já está feito urge remediar...
Sugestões?:
- avaliar com cuidado os projectos para os espaços atrás referidos não criando mais urbanizações que, a julgar por algumas que vi, vão ficar desertas pois, depois do esvaziamento de algumas freguesias rurais, não é de esperar que os concelhos vizinhos decidam transferir-se para a cidade...
Aliás teria sido preferível que o tal centro comercial ocupasse um desses espaços, pois como os próprios comerciantes da Rua do Comércio reconhecem, essa localização seria uma oportunidade para a dinamização do comércio tradicional.

Embora as notícias e os tempos não sejam de grande animação Boas Festas para todos.


Jorge Mangerona

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sábado, 5 de setembro de 2009

FANTASMAS E YIN-ZEN

Não acredito em bruxas mas entretanto:

-A Manuela... calaram-na!

-Este blog está nos cuidados intensivos, pois um anónimo, estranhamente disponível, sempre atento, fantasma da António Maria Cardoso se transferiu para Portalegre e digita em branco,loucamente, porque não sabe que "não há machado que corte a raiz ao pensamento".

-"And at last but not the least" o meu telemóvel, que julgava pessoal e apenas acessível a um número restrito de amigos, é invadido por sms de desconhecidos a convidar-me para vários eventos.
Como pessoa bem educada procuro agradecer-lhes, convidá-los porventura para vir cá a casa beber chá...mas não me atendem.
Deviam mesmo vir cá a casa beber chá, até porque é mesmo verdade: não acredito em bruxas!

Jorge Luís Lourinho Mangerona

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terça-feira, 9 de junho de 2009

VISITA DE S.S. A.A. R.R. OS SENHORES DUQUES DE BRAGANÇA A PORTALEGRE




Merecida e justa homenagem aos Ilustres Sócios Fundadores da Real Associação de Portalegre, Dr. Alfredo Subtil, Dr. Plínio Serrote e Dr. Manuel Inácio Pestana.

Programa de Dia 13 de Junho

- 09.30h - Partida do Solar das Avencas das comitivas para visita à Igreja de São Francisco.
- 09.45h - Visita à Igreja de São Francisco/Fundação Robinson (futuro Museu do espólio de arte sacra do Senhor Ruy Sequeira) e espaços envolventes.
- 10.00h - S. A. R. A Senhora Dona Isabel e sua comitiva visitarão a Stª Casa da Misericórdia de Alegrete.
- 11.15h - Reencontro das duas comitivas que, seguirão para o complexo social de Santo António, nos Assentos, onde está integrada a Igreja de Santo António, Padroeiro de Portalegre.
- 13.30h - Almoço da comitiva no Restaurante do Castelo, com o Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Portalegre.
(Após o almoço, faremos a pé um curto percurso, até aos Paços do Concelho, onde decorrerá o encontro com as forças vivas da região de Portalegre)
- 15.15h - Encontro com as forças vivas, na sala do Capítulo, seguido de uma mostra dos produtos com nome protegido, da região de Portalegre.
- 18.30h - Missa na Igreja se São Lourenço, por Alma dos sócios homenageados e falecidos.
- 19.30h - Jantar com associados e simpatizantes da Causa Monárquica.

(As inscrições para o jantar, estão abertas a todos os que queiram compartihar a visita de S.S. A.A. R.R. Os Senhores Duques de Bragança e prestar as referidas homenagens. Para tal, deverão ser efectuadas, as reservas., até ao dia 10 de Junho, para os seguintes contactos: António Carrilho: 927 316 070, Teresa Mourato: 967 974 668 e Pedro Espadinha: 963 819 510)

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

MAIS UMA TREMENDA ASNEIRA


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Carta aberta a todos os

políticos e responsáveis


O crescimento e o desenvolvimento das cidades ocorrem mediante a presença de factores naturais ou induzidos para a fixação das populações. Entre estes destaca-se existência de vias de comunicação. O papel que outrora foi desempenhado pelo mar e pelos rios, ou pelas vias romanas ou de mercadores, foi mais tarde assumido pelas vias-férreas, e na actualidade compete às auto-estradas.
Portalegre está longe do mar e dos rios. Ficou a ver passar os comboios à distância de 12 km, resultando claramente prejudicada nas suas hipóteses de desenvolvimento quando foi instalada a via-férrea em meados do século XIX.
E agora, na era das auto-estradas, prepara-se candidamente para viver uma espécie de dejá vu.
Em Portalegre presenciámos a falta de estímulos e condições para a instalação de empresas, e em particular indústrias, em quase toda a segunda metade do século passado, a carência de efectivas alternativas de habitação no último quartel do século XX, a continuada ausência de apoio efectivo à consolidação do ensino superior, a debandada de serviços públicos. Fruto de diversas influências, conivências, interesses, omissões e incapacidades, em alguns casos bem identificadas.
Enquanto isso, outras cidades iam fazendo pela vida. Naturalmente, dir-se-á.
Os “nossos” políticos locais e regionais, infelizmente, gozarão das mais baixas taxas de notoriedade de todo o país. Desde o 25 de Abril a naturalidade dos 1º Ministros e Presidentes da República repartiu-se maioritariamente por Lisboa, Algarve e Beira-baixa. Em 35 anos de “democracia”não me recordo de nenhum ministro natural, ou com ascendência neste distrito.
Causa ou consequência do desenvolvimento local?
De tudo isto, resultou que populacionalmente passamos a ser o menor distrito, e a menor das capitais de distrito, com cada vez menos significância. Brevemente seremos a única capital de distrito que não terá uma ligação directa por auto-estrada ao litoral. Ou mesmo, efectivamente, sem qualquer ligação por auto-estrada a sítio nenhum.

Tudo isto vem a propósito e na sequência da observação que realizei ao estudo sobre a ligação da A23 (auto-estrada da Beira-interior) à A6 (auto-estrada de Lisboa-Évora-Elvas), em troço supostamente integrado no IP2 (teoricamente, o segundo principal itinerário do país que ligaria todas as capitais dos distritos do interior raiano: Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja), disponível para consulta pública na internet no endereço: “http://aiacirca.apambiente.pt:8980/Public/irc/aia/aiapublico/library?l=/aia2046_portalegre&vm=detailed&sb=Title”
O referido estudo, que terá sido pago pelos contribuintes, ignora olimpicamente o enquadramento da via que ora se propõe, as populações e o tráfego que irá servir.
Ao se ignorar o objectivo de ligar as principais (?) cidades do interior, e ao se considerar simplistamente, para não dizer simploriamente, que o que importa é ligar a A23 à A6, então qualquer faixa a partir do eixo Torres Novas – Vendas Novas seria admissível. Este pressuposto, a priori ridículo, atendendo a algumas das alternativas apresentadas no estudo, não terá sido rejeitado.

OS MAUS EXEMPLOS

Retomam-se aqui anteriores exemplos de lamentáveis opções, dificilmente explicáveis, se ponderadas de acordo com lógicas de desenvolvimento económico ou sustentabilidade ambiental.
E não valerá a pena retomarmos o infeliz exemplo das ferrovias.
Convido o leitor a pegar num mapa da península e traçar uma linha recta (em regra, aquela que no plano proporcionará à menor distância entre dois pontos) entre as capitais dos países ibéricos. Surpreender-se-á ao observar que Portalegre fica praticamente em cima dessa mesma linha. Mas a auto-estrada de ligação entre Lisboa e Madrid foi “desviada” para sul. Admitindo que a ligação seria Lisboa – Badajoz, a A6 foi “torneada” para passar junto a Évora. Beneficiou-se assim exclusivamente essa cidade, prejudicando todos os restantes alentejanos em particular, e portugueses e espanhóis em geral.
Idêntico e, a todos os títulos, deplorável exemplo ocorreu com o recentemente inaugurado troço do IC13. Transformou-se aquela que seria potencialmente uma via de ligação directa de cerca de 20 km entre Portalegre e Alter, sem grandes necessidades de expropriações e obras de arte, num disparate de mais de 30 km, pleno de dispendiosos trabalhos de engenharia. Por cedência, saber-se-á lá por quê, presumo que ao orgulho do município do Crato, outorgou-se uma obra que terá custado mais do dobro que a melhor alternativa, e que melhor e mais economicamente serviria a população de todo o restante distrito, o país e Espanha. Ganharam apenas os cratenses e as empresas de construção civil. Perderam, e muito, todos os contribuintes e restantes potenciais utilizadores da via.


O “ESTUDO” DE IMPACTE AMBIENTAL

Como é possível admitir-se um denominado estudo de impacte ambiental em que nas diferentes alternativas não são correctamente consideradas as distância efectivamente percorridas pelos utilizadores, com as inerentes implicações em termos de consumos energéticos e de emissões poluentes? Em que o interesse das populações que se pretende servir ou pretensamente beneficiar não são minimamente consideradas?
Volte-se a pegar no mapa e a traçar uma ligação entre Portalegre e Castelo Branco, ou entre esta cidade e Estremoz. Sem significativos distintos acidentes naturais, sem zonas de protecção ambiental de relevo, o traçado mais rectilíneo, logo menos impactante, mais barato, mais rápido, que melhor servirá as populações do distrito e do país é fácil de definir.

(O TRAÇADO IDEAL)

Saindo perto do nó de Benquerenças, a sul de Castelo Branco, passará junto à confluência do Tejo com o Sever, nas imediações da fronteira de Cedillo, correrá cerca a Montalvão e a Póvoa e Meadas, passará nas imediações de Portalegre (desejavelmente a leste dos Fortios e a poente da Serra da Penha), e correndo depois paralelamente a oeste do actual IP2 até Estremoz.

Ao contrário, as alternativas propostas no referido “estudo” retomam os erros do passado.
Numa delas chega-se a admitir que o traçado se sobreponha ao actual IP2, suprimindo-o, perdendo-se de modo totalmente inaceitável a alternativa de uma via definitivamente sem portagem, com evidente prejuízo para a região, e com claro benefício apenas para a futura concessionária. O impacte ambiental sobre as populações menos favorecidas economicamente não é aqui certamente medido. Argumentar-se-á que também a nova auto-estrada poderá não ter portagem. Mas essa é uma garantia que, a longo prazo, ninguém que seja minimamente sério poderá assumir.
Noutra alternativa, a nova via “corre” à distância de longos 12 km da cidade (os mesmos a que fica a “nossa” estação de caminho-de-ferro) com uma única ligação perpendicular, pelo IC13, a Portalegre. Neste caso, a distância a Estremoz passaria dos actuais 55 km para quase 70 km. E dizer-se que esta auto-estrada seria de, ou que serviria, Portalegre não passaria de mais uma anedota de alentejanos.
Só por ignorância ou inépcia, dado que não se admite que seja para fazer jeito a alguém, propõe o estudo como “melhor” alternativa a actual ligação pela Barragem do Fratel, surgindo a possibilidade da ligação por Belver, e chega-se ao despautério de se propor que a ligação ao norte se faça junto ao Gavião, por curiosidade, concelho de origem dos actuais responsáveis do Governo Civil e da Associação de Municípios do distrito.
Ou seja, para a ligação entre Portalegre e Castelo Branco, não se considera uma ligação directa, como a que acima indiquei, que rondaria os 60 km de distância, propondo-se outras que oscilam entre os 100 e os 120 km de extensão.
Comparativamente, e ajustando à escala, seria o mesmo que propor que uma ligação “directa” Lisboa – Porto passasse, na melhor das hipóteses, pela Covilhã, ou chegasse mesmo a cruzar a fronteira espanhola. Este evidente disparate, é algo muito idêntico ao que nos está a ser proposto. Beneficiando já se vê quem: empresas construtoras, alguns gavionenses e pouco mais. Prejudicados são os do costume: todos os contribuintes, os nacionais e estrangeiros, todos os que carecem de utilizar esta via, turistas, empresas e populações desde o Algarve a Trás-os-Montes, e, já se vê, o uma vez mais, e presumo que definitivamente, o desenvolvimento da nossa cidade e do nosso distrito.

Senhores políticos e responsáveis: a bem do distrito, da cidade e dos portalegrenses, aguardo a vossa resposta e anseio pelo sucesso da vossa acção.

Artur Romão

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

SER E NÃO SER ROTUNDA...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

CRÓNICA DE NENHURES

Quando nem os Sinos dobram
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A mim, Portalegrense exilado, só me resta o suicídio como forma de me redimir por todo o progresso no qual não participei e por todo o obscurantismo do qual sou seguramente responsável.
Em Portalegre o medo mora atrás dos cantos e das palavras.
A cidade é sórdida no quebranto que nos tolhe a vontade e nos faz recordar as noites lúgubres e inquisitoriais repletas de almas do outro mundo.
Pior só mesmo a Sicília com toda a sua organização clandestina e criminosa, e nem o Vento Suão consegue superar o cheiro dos jasmins de Palermo.
José Corvo
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Quando no mês da Feira das Cebolas do ano setenta do século passado Carlos Garcia de Castro escreveu o poema “Os Sinos de São Lourenço”, ainda havia a Feira das Cebolas e ainda dobravam os sinos da Igreja de São Lourenço. Hoje, tudo já é nada!
A Feira das Cebolas já não tem existência física, enquanto há anos que os sinos da igreja paroquial de São Lourenço não tocam e estão em risco de cair e as torres sineiras de derrocada.
O toque a finados de que fala o poeta Carlos Garcia de Castro já não se ouve, mas a Morte entrou em Portalegre e não quer ir-se embora. Morreu a Arte dos Lanifícios, cuja primeira referência histórica data do tempo do luto pelo rei morto em Alcácer-Quibir. Morre todos os dias a Arte do Comércio, cujos símbolos, a Rua 5 de Outubro e a Rua do Comércio, estão moribundos. Morta está a Arte da Cortiça, a Corticeira Robinson vai fechar. Morto está o Rossio, aquele espaço que era a Ágora da Polis. Morto está o Mercado Municipal, porque as hortas que circundavam a cidade morreram. Nado-morto é a Escola de Hotelaria e Turismo.
Mortos estão os Portalegrenses, que não encontram estimulo para lutarem contra o Mal que assola a cidade e o concelho.
Os grandes responsáveis pelo que de Mau acontece em Portalegre são o Partido Socialista e o Partido Social Democrata. Juntos têm mais de dois terços dos votos. Tudo controlam, em tudo entram, não para servir a Comunidade, mas sim para servirem os interesses partidários e quantas vezes os pessoais.
Em Portalegre não há verdadeira alternância democrática. Seria normal que o partido vencedor ocupasse os lugares de nomeação política. Contudo, em Portalegre há, independentemente do vencedor, uma partilha dos lugares, em que apenas muda a chefia, que é entregue rotativamente ao partido vencedor, mas os quadros intermédios permanecem indefinidamente. PS e PSD dividem entre si o que há a dividir, sejam colectividades culturais, desportivas ou de solidariedade social, sejam lugares públicos.
O Grande Centrão é quem manda em Portalegre, os aparelhos do PSD e do PS distribuem o que há a distribuir pelos seus militantes. O cartão do partido é que dá emprego, que em Portalegre apenas existe no sector público, lugares de mando e mordomias de toda a ordem.
Hoje há duas classes sociais em Portalegre, os militantes do PS e do PSD, e os outros. Os primeiros são 'cidadãos de primeira', os outros 'cidadãos de segunda'. Assiste-se em Portalegre a existência de uma nomeklatura de tipo soviético, composta pelos militantes do Centrão. Nela há estratos bem definidos, cada um sabe até onde pode ir, ao que pode ascender, como deve agir, a quem deve obedecer.
E o Povo de Portalegre tudo vê e cala. E consente!


Mário Casa Nova Martins
A VOZ PORTALEGRENSE

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