LIVROS...
A crise instalou-se, irá durar anos, restando-nos pouca consolação, mas a mais fácil será através da leitura, minha dama de sempre.

Festa sem algazarra, sem tumulto de vozes, festa jovial pois os nossos maiores amigos – os livros, milhares de livros – estão ao nosso alcance a preços seguros, isto é: módicos, tendo em conta todo o aparato instrumental, mas acima de tudo pela relevância dos autores e temas que são marcas de excelência (o termo está em voga) a que desde sempre nos habituou a Fundação.
Estou a fazer propaganda?
Estou, claro que sim, a obras de alto valor cultural imprescindíveis à nossa aculturação em todas as áreas do saber, bases fundamentais da possível e desejável recuperação económica a motivar o orgulho de sermos nós próprios.
Durante dez horas de cada dia o interessado tem direito a contemplar, a ouvir o atrito do abrir as folhas, a acariciar e cheirar seiscentos títulos.
Saciados esses quatro sentidos, pode fruir o quinto num espaço semi-restaurativo acolhedor e confortável.
O leitor talvez ainda se lembre do poeta António Gedeão, sim o da Pedra Filosofal, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, homem de ciência e excelente professor, dele serão apresentadas as Memórias, que espero ler dentro de dias.
Das nossas andanças por toda a parte existem excelentes referências contidas no livro Património Português no Mundo: Arquitectura e Urbanismo, a ser também lançado nesse ágape cultural.
Não tenho espaço, nem pretendo revelar todas as novidades, no entanto, para os amantes dos grandes clássicos refiro a História da Guerra do Peloponeso.
O Natal está quase a repetir-se, é bem provável que a maioria de nós o festeje sem o fulgor dos anos transactos, a oferta de um livro amigo de todas as horas a familiares e amigos de sempre, será, seguramente, viva demonstração da nossa esperança no regresso de melhores dias.
Faça o favor de ser feliz.
Lendo.
A.F.
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