sexta-feira, 9 de novembro de 2012

OS POBREZINHOS





Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.

Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria:

- Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da minha Teresinha.

O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente». No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, uma bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:

- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.

Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto

(- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro)

de forma de deletéria e irresponsável. O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico

- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho

o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:

- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu

Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros

- O que é que o menino quer, esta gente é assim

e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.

Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse

- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar

e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.

Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.

Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis.

António Lobo Antunes
Livro de Crónicas

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31 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Dona Abastança «A caridade é amor»
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
«Dar a todos não se pode.»

Já se deixa ver
Que não pode ser
Quem
O que tem
Dá a pedir vem.

O bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém
Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem não tem
Fazendo mais e mais pobres.

Já se deixa ver
Que não pode ser
Dar
Sem ter
E ter sem tirar.

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.

Oh engano sempre novo
De tão estranha caridade
Feita com dinheiro do povo
Ao povo desta cidade.

Manuel da Fonseca,
in "Poemas para Adriano"

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

CARTA ABERTA - Uma canja para a Jonet

Caríssima Isabel Jonet,
gostaríamos de lhe dizer frontalmente, com o mínimo de mediações, que o nível das suas declarações é aviltante, sobretudo para aqueles com quem se diz preocupar e em nome dos quais desfruta o brunch da beneficência. Queremos dizer-lhe, antes de lhe devolver cada um dos insultos para citar nas vernissages, que o movimento que lhe escreve luta sobretudo para que ninguém se habitue ao empobrecimento. O nosso combate, todos os dias, é pelo pleno emprego e pela justa distribuição do trabalho, única via que identificamos para não ter que contar com o seu negócio a cada vez que falta capital ao mês. Fala-lhe um grupo de pessoas, jovens e menos jovens, desempregados, precários, sub-empregados, gente que se empenha quotidianamente para derrotar quem, como a senhora e a Merkel, insiste em mascarar de caridade o saque que estão a fazer às nossas vidas.
Sabemos que preside à Federação Europeia dos Bancos Alimentares Contra a Fome, posição que ocupa desde Maio de 2012, e que a sua influência aumenta na proporção da miséria nos vai impondo. Sabemos que é rica e privilegiada e nunca falou da fome com a boca vazia. Sabemos que sabe que não falta miséria para alimentar de matéria-prima a sua fábrica. Sabemos que olha para os pobres com desdenho, nojo, pena. Sabemos que na hora de fazer a contabilidade aquilo que a move é a sua canja, o seu ceviche, não o caldo dos outros.
Afirma que vamos ter que "reaprender a viver mais pobres", quando a senhora só sabe o que é viver mais rica, que "vivíamos muito acima nas nossas possibilidades" quando é sua excelência que tem vivido às nossas custas, que "há necessidade permanente de consumo, de necessidade permanente de bens para a satisfação das pessoas" quando em nenhum momento da sua vida a falta de verba lhe deu tempo para ganhar água na boca. Atira-nos à cara, com a lata da Chanceler, que os seus filhos "lavam os dentes com a torneira a correr" e que se nós "não temos dinheiro para comer bifes todos os dias, não podemos comer bifes todos os dias", quando cada vez mais o problema das pessoas é ter casa onde os filhos possam lavar os dentes e onde os bifes nunca ganharam a tradição dos que são fritos no conforto das Arcádias. Em tempos sombrios, poucos provaram o lombinho do seu talho predilecto, aquele que sempre visita com generosidade, antes dos fins-de-semana que costuma fazer com requinte, no crepúsculo alentejano.
Deixe-nos explicar que enquanto pensava que à sua volta "estava tudo garantido, alguém havia de pagar", éramos nós, os nossos pais e avós, que lhe aviavam a mesada. Perceba que a cada momento em que delira com a cegueira de que "cá em Portugal podemos estar mais pobres, mas não há miséria", abastece-se à confiança do nosso fiado e das nossas dores de barriga. Entenda, que o tamanho dos seus disparates não abafa os murmúrios da pobreza e a miséria.
continua

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

continuação...

Deixe-nos dizer que um milhão e meio de desempregados, com a fome e a subnutrição visível das urgências dos hospitais às cantinas das escolas públicas, a cólera já sobra às páginas dos jornais do dia. Deixe-nos dizer-lhe que o tempo não é de substituir o "Estado Social" pelo "Estado de Caridade", mas de pelo menos ter tanto cuidado com os pobres como com aquilo que se diz.
Pode caluniar os nossos pais, que nem o histerismo fútil com que os brinda não a torna capaz de encontrar exemplo de quem troque a bucha pela ida ao Super-Rock. Pode gritar, sem sequer dar ao luxo do fôlego, que eles "não souberam educar os filhos", que a cada desabafo nos permite desvendar um pouco mais o véu das suas intenções, da origem do seu soldo.
O seu mundo, caríssimo Jonet, é um decalque da propaganda do Governo, um corpo torpe atirado à máfia de capatazes e dos carcereiros, aqueles que lhes têm ajudado a arranjar mais e mais margem de lucro no plano financeiro da sua pérfida empresa.
O mundo de Jonet é o mundo da classe dominante, do privilégio, da riqueza, do poder desmesurado, dos estereótipos que ajudam a lavar o sangue que lhe escorre das unhas. No mundo de Jonet, as PPPs, os submarinos, a exploração, o assalto dos governantes, são propaganda subversiva ao serviço de gente acomodada, inútil, descartável. No mundo de Jonet "não existe miséria" como "em Portugal", não é assim? Em suma, no mundo de Jonet não se vive o que é preciso para se ganhar um pingo de vergonha.
Se estiver disponível, teríamos todo o gosto em entregar-lhe esta carta em mãos.
Sem cordialidade mas com muito mais educação,
Seus detractores,
O Movimento Sem Emprego.

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Esta meretriz vive de barriga cheia à custa da caridade.
Estou farto de putas finas armadas ao pingarelho.
Vai por a cona a render na zona de Santos!

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Se um pobre não tem dinheiro para alimentar os filhos, se não tem emprego, se perde todos os direitos sociais ou segue o pensamento da senhora Jonet e aceita as suas privações como penitência por ter comido umas bifanas a mais ou conclui que entre morrer de doença e morrer vítima da repressão é preferível a segunda hipótese e promover uma revolução.
Este é um raciocínio tão simples como aquele que os marginalistas usam, por exemplo, para justificar a poupança.

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Diogo Beato Sutil disse...

Pessoal a Judite anda aí! e vou preso, eu fumo chesterfield vermelho!

Atenciosamente DIOGO BEATO SUTIL

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Viva as putas armadas em virgens santas de altar!

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

«Será diferente o pragmatismo do turco Nacib ou da Maria Machadão, do pragmatismo dos actuais “empreendedores”?

Não conhecemos todos personagens como as trabalhadoras do Bataclan, com as suas lições de filosofia, a sua solidariedade e consciência de classe, de longe as menos hipócritas de todas?

Pois é… Ilhéus pode ser a cidade que quisermos e certamente será também a nossa.»

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Concordo com a Jonet. Habituámo-nos mal a viver à custa da mama do estado. Querem saber as razões da crise? Eis uma minúscula ponta do icebergue: na Escola Superior de Educação de Portalegre (sim, na ESE, estão a ver o tamanho da escola, não estão, e a quantidade de cursos que ministra e de alunos que recebe) havia em 2008 75 (setenta e cinco professores)!!!!! Por mês, só em vencimentos, despende-se a vil quantia de 112.500 euros. E agora, que fazer? Nem a Alemanha, com a BMW e a Siemens aguentava este despesismo. Tenho razão ou não?

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

112500 euros para 75 professores? Nem no secundário ganhariam isso...miltiplica lá isso por dois e já estarás mais perto...

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Antunes Lopes disse...

Coitadinha da tia Isabel Jonet é mesmo uma querida, com os filhinhos no colégio São João de Brito é mesmo pobrezinha. Faz imensa caridadezinha à custa dos pobres de merda que lhe vão enchendo os sacos com donativos para o Banco Alimentar Contra a Fome e ela provou com as suas declarações na SIC Noticias que os otários são os parvos que lhe enchem o cú e a barriga.
Por mim podes ir levar na c... com os teus apaniguados tos não vais levar mais um cêntimo,...

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Cambada de cabrões que aqui andam só só para se fazerem de vitimas e que não pertencem aos novos pobres... é vê-los no café a comer pasteis e beber chã e depois chegam a casa e nem dinheiro para uma sopa têm...

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Sinto revolta quando leio comentários que defendem a gananciosa e tenebrosa classe política, só um ser desumano pode defender uma classe política que germinou na duma geração do nem estudar nem trabalhar, mas sim autênticos coladores de cartazes, que eram e são os chamados Jotas. Vejam os casos sócrates e relvas e outros que tais, nunca arriscaram o seu pecúlio, mas hoje todos os políticos e ex-políticos estão podres de ricos ou seja temos um país a caminhar para a pobreza extrema, ao mesmo tempo que estamos a enriquecer uma classe política gananciosa e tenebrosa que não olha a meios para enriquecer, eles, os seus amigos, familiares e gravitadores. Os gravitadores esses andaram e andam sempre colados ao poder, vejam as empresas que compôem a A.R.?? e depois digam que se o voto nos partidos em vez de votar nas pessoas é honesto?. Em 230 deputados em qual deles votou o cidadão?

sexta-feira, 09 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, esteve na SIC Notícias esta semana, onde afirmou que os portugueses deviam aprender novamente a ser pobres.

Vir para as televisões fazer a apologia da pobreza porque esteve na Grécia e lá já estão ao nível da miséria, (levam um ano de avanço ou já nem tanto), é triste e mostra bem a vergonha a que estas políticas nos estão a conduzir. Custa ver gente fazer a apologia da caridadezinha, fazendo lembrar os sombrios tempos salazarentos que pensávamos estar erradicados das nossas vidas. Eu acredito que a riqueza pode e deve ser distribuída por todos, que a miséria não é um destino traçado e que os homem podem viver todos com dignidade. O que se está a passar é assustador e os discursos como o que ouvimos mostra que temos de escolher outro caminho. Não podemos aceitar que uns vivam na pobreza, que chorem ao ver os seus filhos com fome, enquanto outros vivem na opulência. Não podemos ver a fome de um alado e outros a dizer que merecem os milhões que ganham à nossa custa. Falar do futuro fazendo a apologia da pobreza é vergonhoso e a partir de hoje, enquanto essa senhora estiver à frente do Banco Alimentar Contra a Fome passarei a contribuir com o que dava nos seus peditórios para outras instituições. Discursos destes são intoleráveis e nem merecem mais comentários.

sábado, 10 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

AS VERDADES SÃO DURAS E QUANDO ALGUEM PÕE O DEDO NA FERIDA AQUI DEL-REI QUE OS JURASSICOS PSEUDO ESQUERDAS VOMITAM UTOPIA ATÉ ENCHER O CAN0.

domingo, 11 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

este grande filho(a) da puta do PSD que escreveu o último comentário deve ir levar no cu ou na cona junto com a puta da isabel jonet e os seus apaniguados que apregoam a caridadezinha mas andam todos de barriga bem cheia custa dos roubos efectuados pelos políticos locais,distritais, regionais e nacionais,...
morte aos parasitas da política de merda!

domingo, 11 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

mas será de crer que nunca mais apareça por aqui um cabrão dum salazar que amande com toda esta filhadeputagem para o tarrafal?

domingo, 11 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

A Argumentação de Isabel Jonet em relação à pobreza em Portugal é muito mais do que um lapso ou como ela pretende agora uma descontextualização, é, coincidência ou não, a argumentação tipicamente fascista em relação à pobreza.
Aliás, as primeiras movimentações do lado da senhora foi de defesa da sua pessoa, só quando a dimensão do protesto começou a colocar dúvidas obre os custos para a caridade é que o bispo do Porto veio deitar água na fervura.
Mas o que a senhor disse foi demasiado evidente, objectivo e grave, a senhor pode dizer o que entender, mas o que disse foi demasiado óbvio e ideologicamente muito evidente.
Não sendo nem bispo, nem patriarca não me cabe pedir a demissão desta pobre alma.
Mas como cidadão posso boicotar o Banco Alimentar enquanto tiver à sua frente alguém, que nega a existência de fome.
Se não há fome qual o destino que a senhor está a dar a milhões de euros em alimentos?
Se o lema do Banco Alimentar é "alimente esta ideia" então diremos "não alimentamos ideias fascistas".

segunda-feira, 12 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Como é que num país tão pelintra se conseguem roubar tantos milhões?... A Choné do Banco Alimentar tem razão: há portugueses a viver acima das suas possibilidades. (Graças aos roubos e desvios).

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

IA natalia salvaterra ja mudou de casa mas ainda não me disse nada pk eu vou ter com elas todas a semanas quando o cornudo esta de piquete se quiser eu digo o meu nome so k ela tb diz k so posso ir quando ele esta de serviso

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...



obrigadu a todus os patrocinadores que me fixeram acabar a bája, tive de ir devagar é que o meu pendura enjoa e disserame que lá á frente tava o radar da bófia

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Deixa o hernani e vem namorar comigo por favor ainda estas a tempo meu amor eu estou a escrever aqui porque sei que vais ler a tua amiga Bela vem todos os dias e certamente te dirá ,ela tambem tem um namorado o António João,eu sei que voces são as maiores amigas e os vossos filhos são inseparaveis.

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...



O António João nao è namorado da bela mirrado ele è amante porque ele é casado emprestou lhe dinheiro e agora esta fodido ela nao tem como pagar só se for com a cona e o gajo é um otário

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...


Essa bela mirrado é uma puta desgraçada ainda a dias a vi em Badajoz com um professor da agraria o António João é pior que um veado

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...


Amigas? A bela diz mal da Susana em todo o lado

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Já há tanta gente a passar fome nesta cidade, neste Alentejo, neste país, que até arrepia. Leiam o que eu digo: isto ainda vai dar um Ruanda europeu.

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Tão e o capotinho, julga-se tão espertinho e andou a trocar fluídos com uma putinha que só tem hpvinho... ahahahaha coitadinha da sua mulherzinha, que só para manter um esposo doutorzinho sujeita-se a toda e qualquer a humilhaçãozinha.

terça-feira, 13 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Então não falam das putas do CDS?
Então não falam das putas do PSD?
Então não falam das putas do PS?

quarta-feira, 14 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Eu falo das putas da Cruz Vermelha! Chega-te? O velho baboso Coronel Vítor Bucho Presidente andou a ... uma putita-mor e ... com um belo tacho, qualquer coisa da violência doméstica. Vivam as putas! Digam lá que isto não vos faz lembrar a novela Gabriela?

quarta-feira, 14 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

Este BLOG retrata a decadência da cidade. Comecem a ter vida própria e deixem a dos outros! É vergonhoso como se difama a vida profissional e pessoal de qualquer pessoa aqui!!!

quarta-feira, 14 novembro, 2012  
Anonymous Anónimo disse...

As pessoas só são difamadas quando nao prestam além disso se todas as pessoas que se portam mal fossem difamadas se calhar vivíamos numa sociedade mais justa e limpa

quarta-feira, 14 novembro, 2012  

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