quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

QUERO A FOME DE CALAR-ME

Quero a fome de calar-me. O silêncio. Único
Recado que repito para que me não esqueça. Pedra
Que trago para sentar-me no banquete

A única glória no mundo — ouvir-te. Ver
Quando plantas a vinha, como abres
A fonte, o curso caudaloso
Da vergôntea — a sombra com que jorras do rochedo

Quero o jorro da escrita verdadeira, a dolorosa
Chaga do pastor
Que abriu o redil no próprio corpo e sai
Ao encontro da ovelha separada. Cerco

Os sentidos que dispersam o rebanho. Estendo as direcções, estudo-lhes
A flor — várias árvores cortadas
Continuam a altear os pássaros. Os caminhos
Seguem a linha do canivete nos troncos

As mãos acima da cabeça adornam
As águas nocturnas — pequenos
Nenúfares celestes. As estrelas como as pinhas fechadas

Caem — quero fechar-me e cair. O silêncio
Alveolar expira — e eu
Estendo-as sobre a mesa da aliança

Daniel Faria
Dos Líquidos

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4 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

E roda o palco na CMP. Ó faxavôri: é um chefe de gabinete novo! Sai o Biscas, entra o Cavalheiro. Com o Zé (o "da Mata", não confundir com o Zézito do hospital) é sempre a despachar neles. 9 anos de presidente = 6 chefes de gabinete. Prazo de duração médio de cada chefe de gabinete: 1 ano e meio. Siga pra bingo!!!

quinta-feira, 17 fevereiro, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

Curto bué....

quinta-feira, 17 fevereiro, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

o mais competente ainda foi o "olivas"

sexta-feira, 18 fevereiro, 2011  
Anonymous Anónimo disse...

é só peixeirada nesta puta desta Câmara onde não um que se aproveite

mais incompetentes que esta cambada não conheço

sexta-feira, 18 fevereiro, 2011  

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