quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PORTUGAL

Maior do que nós, simples mortais, este gigante
foi da glória dum povo o semideus radiante.
Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado,
seu torrão dilatou, inóspito montado,
numa pátria... E que pátria! A mais formosa e linda
que ondas do mar e luz do luar viram ainda!
Campos claros de milho moço e trigo loiro;
hortas a rir; vergéis noivando em frutos de oiro;
trilos de rouxinóis; revoadas de andorinhas;
nos vinhedos, pombais: nos montes, ermidinhas;
gados nédios; colinas brancas olorosas;
cheiro de sol, cheiro de mel, cheiro de rosas;
selvas fundas, nevados píncaros, outeiros
de olivais; por nogais, frautas de pegureiros;
rios, noras gemendo, azenhas nas levadas;
eiras de sonho, grutas de génios e de fadas:
riso, abundância, amor, concórdia, Juventude:
e entre a harmonia virgiliana um povo rude,
um povo montanhês e heróico à beira-mar,
sob a graça de Deus a cantar e a lavrar!
Pátria feita lavrando e batalhando: aldeias
conchegadinhas sempre ao torreão de ameias.
Cada vila um castelo. As cidades defesas
por muralhas, bastiões, barbacãs, fortalezas;
e, a dar fé, a dar vigor, a dar o alento,
grimpas de catedrais, zimbórios de convento,
campanários de igreja humilde, erguendo à luz,
num abraço infinito, os dois braços da cruz!
E ele, o herói imortal duma empresa tamanha,
em seu tuguriozinho alegre na montanha
simples vivia – paz grandiosa, augusta e mansa! -,
sob o burel o arnês, junto do arado a lança.
Ao pálido esplendor do ocaso na arribana,
di-lo-íeis, sentado à porta da choupana,
ermitão misterioso, extático vidente,
olhos no mar, a olhar sonambolicamente...
«Águas sem fim! Ondas sem fim! Que mundos novos
de estranhas plantas e animais, de estranhos povos,
ilhas verdes além... para além dessa bruma,
diademadas de aurora, embaladas de espuma!
Oh, quem fora, através de ventos e procelas,
numa barca ligeira, ao vento abrindo as velas,
a demandar as ilhas de oiro fulgurantes,
onde sonham anões, onde vivem gigantes,
onde há topázios e esmeraldas a granel,
noites de Olimpo e beijos de âmbar e de mel!»
E cismava, e cismava... As nuvens eram frotas,
navegando em silêncio a paragens ignotas...
– «Ir com elas...Fugir...Fugir!...» Ûa manhã,
louco, machado em punho, a golpes de titã,
abateu, impiedoso, o roble familiar,
há mil anos guardando o colmo do seu lar.
Fez do tronco num dia uma barca veleira,
um anjo à proa, a cruz de Cristo na bandeira...
Manhã de heróis... levantou ferro... e, visionário,
sobre as águas de Deus foi cumprir seu fadário.
Multidões acudindo ululavam de espanto.
Velhos de barbas centenárias, rosto em pranto,
braços hirtos de dor, chamavam-no... Jamais!
Não voltaria mais! Oh! Jamais! Nunca mais!
E a barquinha, galgando a vastidão imensa,
ia como encantada e levada suspensa
para a quimera astral, a músicas de Orfeus:
o seu rumo era a luz; seu piloto era Deus!
Anos depois, volvia à mesma praia enfim
uma galera de oiro e ébano e marfim,
atulhando, a estoirar, o profundo porão
diamantes de Golconda e rubins de Ceilão!

Guerra Junqueiro
Pátria

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4 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

ARRONCHES:
O NUNO AMAREL não dá conta a mandar fazer tarros para oferecer ao prof. Cataco Silva quando vier inaugurar a Camara Municipal de Arronches.
Os Artesãos não dão mãos a medir.Toca a dar´á navalha.

segunda-feira, 08 fevereiro, 2010  
Anonymous Anónimo disse...

ainda bem até mi vai dar um tarro pra eu ir pra porta da seg social e outro pra porta du tribunal, preparem as moedinhas!!!!quero encher meus tarrinhos eu acho bem ki mal tem dar trabalho ao sr. fazer tarros ki mal tem???? eu vou ganhar 2 tarros já DISSE sr. Nuno 2 tarros bem grandes pra mim tá!!!

terça-feira, 09 fevereiro, 2010  
Anonymous Anónimo disse...

ainda bem até mi vai dar um tarro pra eu ir pra porta da seg social e outro pra porta du tribunal, preparem as moedinhas!!!!quero encher meus tarrinhos eu acho bem ki mal tem dar trabalho ao sr. fazer tarros ki mal tem???? eu vou ganhar 2 tarros já DISSE sr. Nuno 2 tarros bem grandes pra mim tá!!!

Assim é ki é deixa lá esse invejoso da criticas!!!ele vai ver não vai ter tarro nem tacho e eu vou gozar bem !!!2 tarros pra mim sr. Nuno nao se esqueça desse amigo ki tá difendendo voçe!!!este gajo tem muita doença di inveja sofre di critica ofendi nao gosta di nada nem acorda com nada tá malada é dodu, eu tou farto di avisar...dodu

terça-feira, 09 fevereiro, 2010  
Anonymous Anónimo disse...

sr´. nuno amarel não si esqueça preciso di 2 tarros bem bigs um pra seg. social o outro pra tribunal, força mande fazer todos os terros ki voçe ker eu só kero 2 obrigado, tou falando sério...tá vou esperar!!!

quinta-feira, 11 fevereiro, 2010  

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