terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DIFÍCIL REALIDADE

Sair ao encontro das árvores
É produzir refúgio
É reduzir tudo a encontrar
Coisas

Depois vemo-nos rodeados
Por janelas
Que não alcançam
Depois as ruas
Misturam-se com as palavras
E falam em monólogo
Com as folhas

É o fumo do tabaco
Perto ao sol
As bailarinas
Junto aos olhos
O movimento lento
Do tempo

Esgota-se o sonho
Até ao limite
Num equilíbrio mascarado
Ou na ilusão

É o cansaço que se bebe
Num certo fechar
De olhos
Certa forma inquieta
De despertar

Rui Carlos Souto
Maneiras de Andar

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